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Jeffrey Epstein: tudo o que se sabe sobre os investimentos secretos do financista no Vale do Silício
Publicado 08/03/2026 • 11:00 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 08/03/2026 • 11:00 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Sanghvi / Palm Beach Post / AP
10 filmes e séries para entender o caso Epstein
O nome de Jeffrey Epstein voltou à tona nos últimos meses após a Justiça dos Estados Unidos liberar centenas de milhares de arquivos sobre o caso.
Conhecidos como “Arquivos de Epstein”, esses registros reúnem décadas de investigações criminais, processos judiciais, comunicações internas e provas relacionadas a uma rede de tráfico sexual que envolveu adolescentes, além de contatos de Epstein com figuras influentes da política.
O financista morreu em 2019, e segundo publicado por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, na época de sua morte, Epstein acumulava um patrimônio estimado em quase US$ 600 milhões, duas ilhas particulares no Caribe e quase US$ 380 milhões em dinheiro.
A análise de registros judiciais, investigações oficiais e relatórios financeiros ajuda a esclarecer como essa riqueza foi formada e mantida por décadas.
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Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça revelam como Jeffrey Epstein construiu uma teia de relações no Vale do Silício após sua condenação em 2008. Segundo informações da Forbes, mesmo já sendo um criminoso sexual condenado, ele passou a circular entre fundadores, investidores e executivos de algumas das empresas mais valiosas do setor de tecnologia.
E-mails mostram que, a partir de 2010, ele saiu da condição de observador distante para se tornar interlocutor frequente de nomes como Elon Musk, Sergey Brin, Bill Gates e Reid Hoffman.
Apesar do acesso incomum, o desempenho financeiro foi irregular, uma fonte ouvida nos documentos afirma que tecnologia não era o terreno natural de Epstein. Ainda assim, ele buscava espaço em rodadas privadas, ações secundárias e fundos de capital de risco, sempre tentando transformar proximidade em participação societária.
Um dos vínculos mais consistentes foi com Peter Thiel. Entre 2015 e 2016, Epstein comprometeu US$ 40 milhões na Valar Ventures, fundo cofundado por Thiel. Segundo publicado pelo New York Times, o valor cresceu e os ativos estavam avaliados em cerca de US$ 170 milhões.
A Valar investiu em empresas como Wise, Qonto e Xero, o espólio de Epstein ainda mantém participação nesses ativos. A própria Valar declarou esperar que eventuais distribuições possam beneficiar as vítimas.
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Os e-mails também mostram Epstein pedindo opinião a Thiel sobre investir US$ 100 milhões no Spotify quando a empresa valia US$ 5 bilhões, e recebeu o conselho de esperar. O serviço abriu capital em 2017, avaliado em US$ 27 bilhões.
Thiel também sugeriu cautela em relação à Palantir Technologies, que mais tarde atingiu pico de mercado de US$ 494 bilhões na Nasdaq.
O caso mais lucrativo foi a Coinbase, em 2014, quando a empresa tinha dois anos e valia US$ 400 milhões, Epstein investiu US$ 3 milhões. Em 2018, vendeu metade da participação por US$ 15 milhões ao fundo Blockchain Capital.
A Coinbase abriu capital em 2021 e hoje tem valor de mercado de US$ 49 bilhões. Caso o espólio tenha mantido a metade restante até o IPO, ela teria alcançado cerca de US$ 30 milhões, dois anos após sua morte.
O investimento foi intermediado por Brock Pierce, figura do setor de criptomoedas com quem Epstein trocou mensagens por anos.
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Em 2018, criou a Deploy Capital para investir até US$ 5 milhões em negócios ligados a Jeremy Rubin. Havia preocupação explícita com o impacto reputacional. Sugestões incluíam omitir seu nome em reuniões e usar apenas o primeiro nome. A empresa Layer1, citada nas negociações, afirmou que não recebeu recursos dele. A LedgerX, outra plataforma mencionada, foi adquirida pela FTX em 2021.
Nem todos os aportes deram retorno, a Jawbone, startup de dispositivos vestíveis, recebeu US$ 5 milhões de Epstein em 2012, em 2017, ele já havia ampliado sua exposição para US$ 11,25 milhões, a empresa faliu no mesmo ano.
Os registros indicam que ele perdeu ao menos US$ 10 milhões, em mensagens duras ao fundador Hosain Rahman, exigiu compensação e chegou a contratar investigador particular. A tentativa de acordo incluiu a oferta de um cargo de consultor sênior na Jawbone Health em 2018.
Epstein teve pelo menos duas chances de investir na SpaceX, em 2016 e 2017, surgiram ofertas de ações secundárias quando a empresa valia US$ 22 bilhões. Hoje está avaliada em US$ 1,25 trilhão. Não há registro de que ele tenha concretizado o investimento.

Um consultor ligado ao Deutsche Bank chegou a discutir acesso a US$ 50 milhões em ações da empresa por meio da Vy Capital. A negociação não avançou.
Epstein também analisou propostas da Hedosophia, fundo de Ian Osborne que participaria mais tarde de operações que levaram empresas como:
Ao mercado por meio de SPACs. Embora não tenha investido na Hedosophia, trocou ideias sobre a estrutura societária. A proposta inicial previa um fundo offshore de US$ 60 milhões focado em mídia social, mas nunca saiu do papel.
Uma auditoria financeira mostra que Epstein acumulou mais de US$ 600 milhões em ativos antes da prisão em 2019, parte desse patrimônio veio da valorização de fundos e participações no setor tecnológico.
Mesmo com acesso a bilionários, conferências exclusivas e reuniões privadas, os registros indicam que ele fechou menos negócios do que aparentava. Em vários casos, deixou passar oportunidades que mais tarde se tornaram gigantes avaliadas em dezenas ou centenas de bilhões de dólares.
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Epstein frequentava a elite da inovação, mas seus investimentos no Vale do Silício oscilaram entre ganhos expressivos e perdas totais.
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