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Entre veto chinês e pressão por ação dos EUA, ONU adia decisão sobre segurança no Estreito de Ormuz
Publicado 04/04/2026 • 13:58 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 04/04/2026 • 13:58 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
O Conselho de Segurança da ONU adiou para a próxima semana a votação de uma resolução que trata da segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e hoje no centro das tensões da guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada por agências internacionais que ouviram diplomatas que participariam da reunião.
A proposta, apresentada pelo Bahrein, prevê a autorização para que países adotem “medidas defensivas necessárias” dentro e no entorno do estreito em resposta a possíveis ofensivas iranianas. Se aprovado, o texto pode ser interpretado como o primeiro aval formal das Nações Unidas ao uso da força no atual conflito.
O adiamento ocorre em meio a resistências dentro do próprio Conselho. A China, que tem poder de veto, já se posicionou contra a iniciativa. Apesar de adotar uma postura neutra na guerra, Pequim é o principal comprador de petróleo iraniano.
França e Rússia, também membros permanentes com poder de veto, indicaram objeções ao texto, ampliando o impasse e reduzindo as chances de aprovação rápida da medida.
O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, tem ligação direta com os Estados Unidos, incluindo a presença de bases militares americanas em seu território. Esse alinhamento tem colocado o país no radar de retaliações por parte do Irã, o que adiciona uma camada extra de tensão à proposta.
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Siga o Times | CNBCAntes mesmo da votação, Teerã reagiu. O chanceler iraniano classificou a possível aprovação como uma “ação provocativa” e alertou que a medida pode comprometer as negociações em curso por um cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo e concentra o escoamento da produção de grandes exportadores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque. Além disso, é rota-chave para o gás natural liquefeito (GNL), especialmente do Catar. Por ser um dos principais gargalos logísticos do planeta, qualquer instabilidade na região afeta diretamente o custo global de energia.
Na prática, isso se traduz em aumento no preço dos combustíveis, pressão sobre cadeias produtivas e impacto direto na inflação de países nas Américas, Europa e Ásia.
A resolução, portanto, pode ser vista como um termômetro da própria dinâmica geopolítica do conflito. De um lado, a tentativa de garantir previsibilidade a uma rota vital para o abastecimento global de energia; de outro, o peso das alianças dificultando consensos dentro do Conselho de Segurança.
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