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Caso Epstein: Polícia britânica busca testemunhas de tortura e tráfico humano em nova investigação
Publicado 18/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 3 meses
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Reuters
A polícia britânica lançou um apelo por testemunhas nesta quarta-feira (18) sobre acusações de tráfico de seres humanos e agressões sexuais contra um menor de idade nos anos 90, mencionadas em arquivos ligados ao pedocriminoso americano Jeffrey Epstein.
Em um comunicado, a polícia de Surrey (sudeste da Inglaterra) afirmou ter “tomado conhecimento” de um relatório editado do FBI, contendo acusações de “tráfico de seres humanos e agressões sexuais antigas em um menor” entre 1994 e 1996, no vilarejo de Virginia Water.
A autoridade solicitou que qualquer pessoa com informações se manifeste, afirmando não ter “encontrado nenhum vestígio dessas acusações” em seus arquivos devido à escassez de dados anteriores.
A polícia também não mencionou nenhum nome específico em seu apelo oficial.
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No entanto, o nome do Príncipe Andrew, irmão do Rei Charles III, e de sua companheira e cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, aparecem no referido relatório, segundo informou a mídia britânica.
De acordo com os relatos, as acusações foram feitas por uma testemunha anônima, que afirmou que uma mulher teria sido amarrada a uma mesa e “torturada com choques elétricos”, enquanto o ex-príncipe e outros homens observavam a cena.
Este relatório foi tornado público em dezembro, durante a divulgação de uma primeira leva de documentos relativos ao pedocriminoso Jeffrey Epstein pelo Ministério da Justiça dos EUA, um caso com múltiplas repercussões mundiais.
O ex-príncipe Andrew, que foi acusado de agressão sexual aos 17 anos pela americana Virginia Giuffre – que se suicidou em abril de 2025 –, foi destituído de seus títulos reais em outubro por seus laços com o financista americano. Ele sempre negou qualquer culpabilidade.
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Diversas forças policiais britânicas examinam atualmente as acusações contidas nestes novos dossiês de Epstein, ou revelações que surgiram após a sua publicação.
A polícia de Thames Valley, onde se localiza a residência Royal Lodge – onde o ex-príncipe viveu por anos –, investiga especialmente alegações de que Andrew teria tido relações sexuais com uma segunda mulher enviada por Epstein em 2010, conforme relatado pelo advogado da suposta vítima.
Outras forças policiais apuram o potencial papel desempenhado por Andrew na chegada de voos ao Reino Unido com mulheres enviadas por Epstein a bordo, ou na transmissão de informações confidenciais ao financista quando ele atuava como enviado especial para o comércio internacional.
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