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Dólar ganha força com temor de guerra prolongada e tensiona mercados

Publicado 03/03/2026 • 10:53 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Fala de Trump sobre conflito por até cinco semanas reforça aversão ao risco global e impulsiona dólar e Treasuries.
  • DXY atinge 99,38 pontos, maior nível em quase sete semanas, com pressão sobre emergentes.
  • No Brasil, PIB cresce 0,1% no 4º tri de 2025 e soma R$ 3,3 trilhões, dentro das estimativas.
O dólar voltou a subir e os juros futuros avançaram na manhã desta terça-feira (3), embalados pelo fortalecimento da moeda americana no exterior e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O dólar voltou a subir e os juros futuros avançaram na manhã desta terça-feira (3), embalados pelo fortalecimento da moeda americana no exterior e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento reflete a leitura de que a guerra no Oriente Médio pode se estender por mais tempo do que o previsto, frustrando a expectativa de trégua rápida que havia reduzido perdas na tarde de segunda-feira (2) em Nova York e no Brasil.

A mudança de humor ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a ofensiva contra o Irã pode durar entre quatro e cinco semanas e que a “maior onda de ataques ainda está por vir”. A declaração ampliou a cautela entre investidores e reforçou a busca por proteção.

Termômetro global

No exterior, o índice DXY – que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes chegou a 99,38 pontos, o maior nível em quase sete semanas. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries aceleraram, em meio à reprecificação de risco diante da escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Leia também: Mortos no Irã sobem para 787 com ataques de EUA e Israel; 30 mil são deslocados no Líbano

O foco também se volta para o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. A possível interrupção do fluxo marítimo, confirmada pelo Irã e negada pelos EUA, adiciona incerteza ao cenário e pressiona ativos de países emergentes e moedas europeias.

PIB em linha no Brasil

No cenário doméstico, investidores digerem os dados do IBGE, que apontaram crescimento de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2025, frente ao trimestre anterior. O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de queda de 0,2% a alta de 0,4%. No período, o PIB somou R$ 3,3 trilhões.

Na comparação com o quarto trimestre de 2024, a economia avançou 1,8%, também em linha com as projeções, que variavam de 1,5% a 2,6%, reforçando um quadro de crescimento moderado.

Debate fiscal e energia no radar

No noticiário político, STF, governo federal e Congresso Nacional discutem um possível reajuste do teto constitucional como regra de transição após decisões contra os chamados supersalários e o fim de penduricalhos. O tema reacende o debate sobre controle de gastos e impacto fiscal.

Leia também: Ataque ao Irã pode pressionar energia, fertilizantes e consumidor dos EUA, avalia Mendonça de Barros

Na área de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) reconheceu situação emergencial no Distrito de Bailique (AP) e determinou que a Equatorial Amapá contrate até 1 megawatt (MW) de geração termelétrica para assegurar o fornecimento local.

Operação contra fraude em criptomoedas

A Polícia Federal deflagrou a Operação Decrypted II contra um grupo suspeito de furtar US$ 2,6 milhões (R$ 13,62 milhões) em bitcoin de uma corretora nos Estados Unidos e lavar os recursos no exterior. A ação contou com apoio da força-tarefa americana El Dorado Task Force.

Escalada militar

No front externo, Israel informou ter bombardeado o gabinete presidencial do Irã e o prédio do Conselho Supremo de Segurança Nacional, durante a madrugada. O governo iraniano não confirmou os ataques.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) relatou “danos recentes” em estruturas de acesso à área subterrânea da usina nuclear de Natanz, no Irã, após ofensivas atribuídas a Estados Unidos e Israel. Segundo a agência, não houve impacto radiológico nem novos danos à principal instalação de enriquecimento.

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