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CNBCNvidia vai investir valor bilionário em empresas de tecnologia fotônica; entenda

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Anthropic e Pentágono voltam à mesa de negociação

Publicado 05/03/2026 • 06:55 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O movimento ocorre após o colapso de negociações anteriores, que levaram o governo do presidente Donald Trump a orientar agências federais a suspender o uso das ferramentas da Anthropic, além de ameaçar classificar a empresa como um risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos.
  • Em um memorando de sexta-feira obtido pelo Financial Times, Amodei teria informado aos funcionários que o desejo do governo de retirar a expressão “análise de dados obtidos em massa” foi o que provocou o impasse nas negociações.

Fotos: Balibouse / Reuters | Jakub Porzycki/NurPhoto

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, voltou à mesa de negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos após o fracasso das conversas na sexta-feira sobre o uso das ferramentas de IA da empresa pelos militares, segundo o Financial Times.

Amodei está em tratativas com Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, em uma tentativa de última hora de chegar a um acordo sobre os termos que regulam o acesso do Pentágono aos modelos Claude da Anthropic, informou o jornal, citando fontes anônimas com conhecimento do assunto.

As discussões foram interrompidas na sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump determinou que agências federais suspendessem o uso das ferramentas da Anthropic. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que pretende classificar a empresa como um risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos.

Leia também: Tesouro dos EUA rompe com Anthropic e encerra uso de IA após determinação de Trump

Na semana passada, Michael havia atacado Amodei, chamando-o de “mentiroso” com um “complexo de Deus” em uma publicação na rede social X.

A assinatura de um novo contrato permitiria que as Forças Armadas dos Estados Unidos continuassem utilizando a tecnologia da Anthropic, que, segundo relatos, já foi empregada por Washington na guerra contra o Irã.

Dado Ruvic/Illustration/Reuters

O Claude tornou-se o primeiro grande modelo de IA implantado nas redes classificadas do governo por meio de um contrato de US$ 200 milhões concedido pelo Departamento de Defesa à Anthropic. Posteriormente, porém, a empresa passou a exigir garantias de que suas ferramentas não seriam utilizadas em vigilância doméstica ou em armas autônomas. O Pentágono defendia que os militares tivessem permissão para usar a tecnologia para qualquer finalidade legal.

Leia também: CEO da Anthropic diz que empresa não vai aceitar exigências do Pentágono sobre uso de IA

Em um memorando de sexta-feira obtido pelo Financial Times, Amodei teria informado aos funcionários que, perto do fim das negociações com o Departamento de Defesa, o governo se ofereceu para aceitar os termos da Anthropic caso fosse removida uma “expressão específica sobre ‘análise de dados obtidos em massa’” — trecho que, segundo ele, “correspondia exatamente ao cenário que mais nos preocupava”.

Amodei também escreveu na nota que as mensagens divulgadas pelo Pentágono e pela OpenAI, que firmou um novo acordo com o Departamento de Defesa na sexta-feira, eram “simplesmente mentiras sobre essas questões ou tentativas de confundi-las”.

O momento do anúncio do acordo da OpenAI com o Pentágono, divulgado poucas horas após a Casa Branca criticar publicamente a Anthropic, provocou reação nas redes sociais. O Claude registrou aumento nos downloads do aplicativo, enquanto o ChatGPT teria visto crescer o número de desinstalações.

Posteriormente, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que sua empresa “não deveria ter se apressado” para fechar o acordo e apresentou revisões em suas próprias salvaguardas sobre como o Departamento de Defesa pode utilizar sua tecnologia.

Em uma publicação no X, Altman também comentou a controvérsia: “Nas minhas conversas ao longo do fim de semana, reiterei que a Anthropic não deveria ser designada como um risco na cadeia de suprimentos e que esperamos que o Departamento de Defesa ofereça a eles os mesmos termos que aceitamos.”

A Anthropic foi fundada em 2021 por um grupo de ex-funcionários e pesquisadores da OpenAI, que deixaram a empresa após divergências sobre sua direção estratégica. Desde então, a companhia se posiciona no mercado como uma alternativa com foco em “segurança em primeiro lugar”.

Autoridades do governo vêm criticando há meses a Anthropic, alegando que a empresa seria excessivamente preocupada com segurança em inteligência artificial.

Um grupo da indústria de tecnologia, que reúne empresas como Nvidia, Google e a própria Anthropic, enviou na quarta-feira uma carta a Hegseth expressando preocupação com a possibilidade de classificar uma companhia americana como risco na cadeia de suprimentos.

O Departamento de Defesa e a Anthropic não responderam imediatamente ao pedido de comentário da CNBC sobre as negociações reportadas.

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