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Tarifas sobre produtos brasileiros não está descartada, diz economista sobre medidas anunciadas por Trump
Publicado 23/01/2025 • 09:47 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/01/2025 • 09:47 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
As baixas na cotação do dólar desde o início desta semana acontecem em paralelo à expectativa do anúncio do chamado “Tarifaço” – taxas extras no comércio entre Estados Unidos e outros países, prometidas por Donald Trump.
“O mercado se surpreendeu com a inação inicial do governo Trump. Esperava-se que ele impusesse, inclusive ao Brasil, tarifas adicionais de importação. Isso não ocorreu, mas estava precificado no dólar. Então, ocorreu uma acomodação do mercado frente a essa não ação do governo Trump, pelo menos nesse momento inicial. Nada nos garante que no futuro não venha uma tarifa sobre alguns produtos brasileiros”, disse Paulo Tafner, economista, diretor-presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) e pesquisador associado da FIPE/USP.
Na úlltima segunda-feira (20), dia da posse, o presidente eleito dos Estados Unidos ameaçou impor a México e Canadá tarifas de 25% a partir de 1º de fevereiro, por estimar que esses países permitem a entrada de migrantes em situação irregular e drogas.
Na terça (21), Trump negou que realizaria a taxação desses países como meio de pressão para renegociar o T-MEC, o acordo de livre comércio entre os três países.
“Essa realidade fez com que o dólar no Brasil começasse a se acomodar, tendo em vista que se houvesse uma tarifa, nós teríamos maiores dificuldades na economia brasileira, em função do menor crescimento, menor entrada de dólares e pressionando, portanto, a divisa moeda brasileira”, acrescentou.
Na quarta-feira (22), o dólar comercial fechou em queda de 1,4%, a R$ 5,946, a primeira vez em que a moeda fechou abaixo de R$ 6 – isso não acontecia desde o dia 27 de novembro.
Veja a entrevista completa ao jornalista Rafael Ihara, ao Times Brasil.
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