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Dólar tem queda forte e recua para menor nível em dois anos
Publicado 27/01/2026 • 17:49 | Atualizado há 8 meses
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Notas de dólar
O mercado financeiro brasileiro registrou um pregão de forte otimismo nesta terça-feira (27), marcado por uma combinação de ventos favoráveis no exterior e dados positivos da economia doméstica.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda firme de 1,41%, cotado a R$ 5,2056, o menor patamar de fechamento desde maio de 2024.
A valorização do real foi impulsionada pelo enfraquecimento global da moeda americana, refletido na queda de 0,86% do índice DXY.
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No cenário internacional, o principal gatilho foi a expectativa de uma intervenção coordenada entre Estados Unidos e Japão para fortalecer o iene, o que gerou um movimento de venda de dólares em escala global.
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Siga o Times | CNBCO apetite do investidor externo pelo Brasil continua robusto, com um saldo positivo de 17,7 bilhões de dólares (cerca de R$ 110,4 bilhões, na cotação atual) na B3 apenas em 2026. Esse fluxo é favorecido pelo diferencial de juros, que sustenta operações de carry trade, onde investidores buscam rentabilidade em mercados emergentes devido às taxas elevadas praticadas pelo Banco Central brasileiro.
No plano interno, o IPCA-15 de janeiro, a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,20%, vindo abaixo das expectativas do mercado. O índice acumula elevação de 4,50% em 12 meses, situando-se exatamente no teto da meta. O dado contribuiu para a queda dos juros futuros e reforçou a visão de um cenário econômico mais controlado.
Agora, todas as atenções se voltam para a “Superquarta” (28), quando o Copom e o Federal Reserve anunciarão suas decisões sobre as taxas de juros. Embora a aposta majoritária seja de manutenção das taxas em ambos os países, os investidores estarão atentos aos comunicados para entender os próximos passos da política monetária e se o bom humor dos mercados terá fôlego para continuar.
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