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Presidente do Irã afirma que países iniciaram mediação para conter guerra no Oriente Médio
Publicado 06/03/2026 • 11:42 | Atualizado há 10 horas
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Publicado 06/03/2026 • 11:42 | Atualizado há 10 horas
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira (6) que iniciativas diplomáticas começaram a surgir para tentar frear a guerra no Oriente Médio, indicando que “alguns países” passaram a atuar como mediadores entre as partes envolvidas. A declaração foi divulgada em mensagem publicada em seu canal no Telegram, na qual o líder iraniano evitou identificar quais governos participam dessas tratativas.
No comunicado, Pezeshkian disse que Teerã continua disposto a buscar estabilidade regional, mas advertiu que o país não abrirá mão de responder a ameaças externas. “Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação”, escreveu o presidente, em meio à intensificação do confronto envolvendo forças iranianas, Israel e os Estados Unidos.
Sem citar diretamente Washington ou Tel Aviv, o líder iraniano afirmou que qualquer tentativa de mediação precisa também considerar “aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram a guerra”, numa referência indireta aos países que participam das operações militares contra aliados de Teerã.
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No cenário regional, o Irã conta com apoio político e militar de aliados como a Síria e grupos armados ligados ao chamado “eixo de resistência”, entre eles o Hezbollah, no Líbano, e milícias pró-iranianas no Iraque e em outras áreas do Oriente Médio. Do outro lado, Israel tem recebido suporte estratégico e militar dos Estados Unidos, além de cooperação e apoio logístico de parceiros ocidentais e de aliados regionais que participam de operações defensivas ou de vigilância no conflito.
Diante da escalada da crise, diversos países começaram a reforçar sua presença militar ou a deslocar equipamentos para o Oriente Médio. A Austrália enviou dois aviões militares para a região, enquanto a Espanha anunciou o deslocamento de uma fragata para o Chipre.
A Itália também decidiu enviar elementos de defesa aérea para países do Golfo, em uma tentativa de proteger aliados e instalações estratégicas diante da intensificação dos ataques na região.
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O conflito também acabou envolvendo a Turquia, integrante da Otan, depois que sistemas de defesa aérea da aliança destruíram na quarta-feira um míssil lançado do Irã que se dirigia ao espaço aéreo turco, elevando a tensão entre Teerã e países da aliança militar.
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