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Infraestrutura

Omã investe R$ 120 mi para ampliar píer e dobrar capacidade de porto em Santa Catarina

Publicado 23/04/2026 • 07:28 | Atualizado há 26 minutos

KEY POINTS

  • TESC amplia píer com R$ 100 milhões para operar dois graneleiros simultaneamente em São Francisco do Sul
  • Fundo soberano de Omã capta R$ 120 milhões no Brasil via Bradesco BBI para financiar expansão do TESC
  • Segundo ciclo de R$ 500 milhões em análise no Ministério de Portos e Aeroportos para nova fase do terminal

O Terminal Santa Catarina (TESC), em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, deu início às obras de ampliação do seu píer. A cravação da primeira estaca, realizada no dia 7 de março, marcou o começo de um investimento de R$ 100 milhões que vai alterar a capacidade operacional do maior porto em movimentação do estado.

A obra permitirá a atracação simultânea de dois graneleiros de grande porte: um Panamax, classe de navio projetada para caber no Canal do Panamá com capacidade entre 60 mil e 80 mil toneladas, e um Supramax, cerca de um terço menor. Juntos, os dois navios acomodam até 120 mil toneladas de carga. A conclusão está prevista para o fim deste ano.

🔍 Panamax e Supramax são categorias de navios definidas por suas dimensões. O Panamax foi originalmente dimensionado para atravessar as eclusas do Canal do Panamá. O Supramax é uma classe intermediária, mais ágil, usada em rotas com restrições de calado ou infraestrutura portuária.

Leia também: Marinha monitora riscos no Estreito de Ormuz e reforça segurança de navios brasileiros

Capital vindo de Omã

Por trás do investimento está o fundo soberano do Sultanato de Omã, o Oman Investment Authority. O fundo chegou ao TESC de forma indireta: em janeiro, sua trading Solaris, sediada em Dubai e uma das cinco maiores tradings globais de trigo, concluiu a compra do controle da Agribrasil, empresa fundada por Frederico José Humberg e acionista majoritária do terminal com 51% desde 2021. A transferência de controle societário foi registrada pela Antaq.

Para financiar as obras, a Solaris vai captar R$ 120 milhões em notas comerciais no mercado brasileiro, valor que cobre os R$ 100 milhões da ampliação do píer já em execução e antecipa recursos para o segundo ciclo de expansão. A operação é coordenada pelo Bradesco BBI em regime de garantia firme, mecanismo pelo qual o banco se compromete a adquirir os papéis que não forem negociados caso a demanda fique abaixo do valor ofertado, segundo o The Wall Street Journal.

🔍 Notas comerciais são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos diretamente no mercado, sem intermediação bancária tradicional. Funcionam de forma similar a debêntures, mas com prazos mais curtos e estrutura mais simples.

Segunda fase do TESC em análise

A ampliação do píer é apenas a primeira etapa de um plano mais amplo. Uma segunda fase, com foco em armazenagem e compra de equipamentos de movimentação de carga, está em análise no Ministério de Portos e Aeroportos. O investimento estimado para esse novo ciclo supera R$ 500 milhões, com aprovação esperada para maio. A etapa seguinte está prevista para o segundo semestre deste ano, caso o aval regulatório seja concedido dentro do prazo.

Dragagem abre caminho para navios maiores

A expansão do TESC ocorre em paralelo à dragagem da Baía da Babitonga. O projeto elevará o calado do canal de acesso para 16 metros, habilitando o terminal a receber embarcações de classes superiores às que opera hoje.

Com a combinação entre a ampliação do píer e o aprofundamento do canal, o terminal projeta ampliar a movimentação nos segmentos de fertilizantes, soja, milho, farelo, açúcar e outros granéis sólidos, além de fortalecer as operações com produtos siderúrgicos e cargas de projeto.

O TESC opera em São Francisco do Sul há quase três décadas e é um dos principais ativos do corredor de exportação do agronegócio catarinense.

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