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‘Mercado projeta o Brent a US$ 70 o barril’, afirma especialista sobre futuros do petróleo
Publicado 12/03/2026 • 09:19 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 12/03/2026 • 09:19 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura 13 dias e mantém o Estreito de Ormuz praticamente fechado, derrubou bolsas, fez o barril do petróleo Brent superar os US$ 100 (estava US$ 97,73 às 9h desta quinta-feira) e jogou a volatilidade global a patamares comparáveis aos das maiores crises recentes. Para Alex André, analista de Corporate Access da MZ Group, porém, o mercado já tem uma leitura sobre até onde isso vai. E ela é mais controlada do que os noticiários sugerem.
“Mesmo que haja o choque do preço do petróleo agora no curto prazo, quando a gente observa a curva de longo prazo, o que está sendo projetado nos contratos futuros é um Brent médio próximo de US$ 70”, afirmou André em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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André separou o que os mercados estão de fato precificando. O mercado à vista, mais sensível e volátil, reage diretamente aos ataques, aos bloqueios no estreito e às declarações do presidente americano Donald Trump, que oscila entre afirmar que o conflito está próximo do fim e sinalizar novas ações militares.
Já os contratos futuros contam outra história: o mercado não acredita num conflito prolongado. Os fatores que sustentam essa leitura incluem a pressão do G7 pela liberação das reservas de petróleo, a insatisfação declarada de Trump com o aumento dos custos de energia e o risco político interno nos Estados Unidos, onde as eleições de meio de mandato se aproximam e a inflação já corrói a aprovação do presidente junto ao consumidor americano.
A principal variável de incerteza, segundo André, é o comportamento do novo líder supremo do Irã, filho de Ali Khamenei, que assumiu após a morte do antecessor em ataques israelenses e americanos. A nomeação de Mojtaba sinalizou que o regime iraniano pretendia manter continuidade ideológica e resistência contra o Ocidente.
Se o novo governo decidir ampliar os ataques no curto prazo, a volatilidade se estende. Se optar por recuar, o caminho para a normalização dos preços se abre. “Basta dizer se realmente os Estados Unidos vão avançar agora para fazer um novo ataque e aumentar essas tensões ou se irão realmente cessá-las”, afirmou André.
O conflito chegou numa hora ruim para o Brasil. O mercado já vinha precificando uma Selic mais alta antes mesmo da guerra, e as novas pressões inflacionárias vindas do petróleo reforçaram essa tendência. Nas projeções do Focus, agentes de mercado passaram a trabalhar com juros terminais mais próximos de 13%.
André, no entanto, vai na contramão do aperto e defende que o Banco Central precisa agir. “Os juros estão disfuncionais. O custo de capital no Brasil está muito caro”, disse. Para ele, os sinais já estão dados pela economia real.
Nessa semana, dois casos de peso reforçaram o argumento: as redes Raízen e Grupo Pão de Açúcar entraram com pedidos de recuperação extrajudicial. “Existem empresas listadas na bolsa que não estão conseguindo custear o custo da dívida. Isso acaba trazendo alternativas ruins para toda a cadeia”, afirmou.
A tese de André é pragmática: cortar agora, mesmo que em 0,25 ponto percentual, e calibrar os próximos movimentos conforme a guerra evolui. Se o conflito arrefecer e o petróleo normalizar, o Banco Central ganha espaço para acelerar o ritmo. Se as tensões persistirem, ao menos o sinal inicial já foi dado.
“Se o preço do petróleo normalizar no curto prazo, o Banco Central pode cortar um pouco mais na frente, 0,5, 0,75. Isso pode até acelerar o ciclo de cortes”, disse.
A próxima reunião do Copom está marcada para a quarta-feira da próxima semana. Até lá, o Banco Central está em período de silêncio e não pode se manifestar publicamente.
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