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O fundador da Uber e ex-CEO da companhia, Travis Kalanick, anunciou nesta sexta-feira (13) que renomeou sua mais recente empresa para Atoms e afirmou que está expandindo suas atividades para além do setor de alimentação, passando a atuar também nas áreas de mineração e transporte.

CNBCEx-CEO da Uber rebatiza empresa como Atoms e amplia atuação para mineração e transporte

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Sem luz, sem comida e sem petróleo: cubanos saqueiam sede do Partido Comunista em protesto

Publicado 14/03/2026 • 16:17 | Atualizado há 10 minutos

KEY POINTS

  • Manifestantes invadiram a sede do Partido Comunista em Morón, em Ciego de Ávila, queimando móveis e documentos na rua durante protestos contra apagões e escassez de alimentos.
  • Cuba enfrenta colapso energético após a suspensão do fornecimento de petróleo venezuelano em janeiro, com cortes de eletricidade que chegam a 15 horas diárias em Havana.
  • O regime cubano negocia com Washington e iniciou a soltura de presos políticos, mas Trump não esconde o desejo de mudança de regime na ilha.
Cuba

Palácio da Revolução, sede do governo cubano

Cuba acordou neste sábado (14) com imagens que raramente chegam ao público: manifestantes assaltando a sede do Partido Comunista em Morón, município da província de Ciego de Ávila, a cerca de 460 quilômetros de Havana. Documentos, computadores e móveis foram retirados do edifício e queimados na rua.

Cinco pessoas foram detidas, segundo confirmação do jornal provincial Invasor. Por trás do episódio, uma crise que se aprofunda há meses e que combina apagões prolongados, escassez de alimentos e colapso no abastecimento de combustível.

O corte abrupto do fornecimento de petróleo venezuelano, em janeiro, após a queda de Nicolás Maduro numa intervenção militar americana, retirou da ilha sua principal fonte de energia. Somado ao bloqueio petroleiro imposto por Washington, o resultado é uma Cuba de 9,6 milhões de habitantes que opera no limite.

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Protestos que mudam de tom

O jornal Invasor, veículo oficial da província, confirmou os fatos em breve nota. Segundo o periódico, o que começou como manifestação pacífica, com troca de palavras entre moradores e autoridades locais, derivou para o que classificou como “atos de vandalismo” contra a sede do Comitê Municipal do Partido.

“Um grupo mais reduzido de pessoas apedrejou a entrada do imóvel e provocou um incêndio na via pública com os móveis da recepção”, descreveu o Invasor.

A publicação informou ainda que as manifestações causaram danos a outros estabelecimentos estatais da região. Uma pessoa em estado de embriaguez sofreu uma queda e está sendo atendida em hospital, sem que as autoridades tenham detalhado as lesões ou sua relação com os eventos.

Apagões como estopim

Em Havana, os cortes de eletricidade têm se estendido por mais de 15 horas diárias nas últimas semanas, tornando a capital o epicentro das protestas noturnas. O descontento se espalhou por outras regiões do país. Na maioria dos casos, as manifestações se limitam a panelaços nas ruas ou dentro das próprias casas, mas o assalto à sede partidária em Morón marca uma escalada no padrão dos protestos.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes dentro do edifício do Partido Comunista, retirando pertences antes de atearem fogo na calçada. Meios independentes cubanos acompanham a disseminação das imagens, que o governo não contestou publicamente.

Cuba entre Washington e o colapso

O regime cubano confirmou na sexta-feira (13) que mantém conversações com os Estados Unidos em busca de soluções diplomáticas para as diferenças bilaterais, e iniciou a soltura de presos políticos como parte de um acordo mediado pelo Vaticano.

Ainda assim, Donald Trump não disfarça o objetivo de mudança de regime na ilha, classificada por Washington como uma “ameaça excepcional” por seus laços com Rússia, China e Irã.

A ilha está a apenas 150 quilômetros do território americano. Com o petróleo venezuelano cortado, o bloqueio americano mantido e a economia em colapso, Cuba enfrenta sua crise mais aguda em décadas, enquanto o regime tenta conter nas ruas uma insatisfação que já não cabe dentro de casa.

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