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Diesel S10 sobe 16% em menos de duas semanas com guerra no Oriente Médio pressionando preços

Publicado 17/03/2026 • 09:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Diesel S10 registrou alta média nacional de R$ 0,94 por litro entre 28 de fevereiro e 11 de março, acumulando aumento de 16,43% em 12 dias
  • Maranhão lidera os reajustes com alta de 25,89%, seguido por Goiás, Bahia e Pará, segundo levantamento da TruckPag baseado em transações reais de abastecimento
  • Aumento no preço do diesel S10 pressiona custos das transportadoras e pode elevar o valor do frete e de produtos que dependem do transporte rodoviário
diesel S10

Agência Brasil

Bomba de combustível com diesel diesel S10

A escalada do conflito no Oriente Médio já chegou aos postos de combustível no Brasil. O diesel S10 registrou alta média nacional de R$ 0,94 por litro entre 28 de fevereiro e 11 de março, acumulando aumento de 16,43% em apenas 12 dias, segundo levantamento da TruckPag, startup de meios de pagamento para frotas pesadas, com base em transações reais de abastecimento de transportadoras.

O combustível saiu de cerca de R$ 5,73 no fim de fevereiro para mais de R$ 6,68 no dia 11 de março. Em alguns estados, o aumento chegou a R$ 1,23 por litro no período.

Leia também: Mesmo após alta, diesel segue 60% abaixo do preço internacional, diz Abicom

O que é diesel S10

O diesel S10 é o tipo de diesel com teor ultrabaixo de enxofre, limitado a 10 partes por milhão. É o combustível obrigatório para veículos pesados fabricados a partir de 2013, como caminhões e ônibus, por ser menos poluente e mais eficiente.

Por ser o combustível dominante no transporte rodoviário de cargas, seu preço tem impacto direto sobre o custo do frete e, por consequência, sobre os preços de produtos em todo o país.

Impacto no frete

Para o setor de transporte, a volatilidade no preço do diesel representa pressão imediata sobre os custos operacionais. “Para quem vive do transporte, qualquer instabilidade no diesel preocupa. O combustível é um dos principais custos da operação e qualquer aumento pressiona o valor do frete”, afirma Kassio Seefeld, CEO da TruckPag.

“Mesmo com a queda recente do petróleo, o preço ainda segue sensível. Quando isso acontece, o impacto não fica só nas transportadoras, ele pode chegar ao preço final de produtos que dependem do transporte rodoviário em todo o país.”

Alta desigual entre estados

O avanço dos preços ocorre de forma desigual pelo país, com pressão mais intensa no Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste. O Maranhão lidera a alta no período, com reajuste de 25,89%, seguido por Goiás (20,15%), Bahia (19,83%) e Pará (19,34%).

Estados com relevância logística também aparecem entre as maiores variações: Paraná registrou alta de 19,09%, Santa Catarina de 19,07% e São Paulo de 18,50%. A média nacional já chega a 17,35%, segundo o levantamento.

Regiões mais distantes das refinarias e mais dependentes de diesel importado tendem a sentir os efeitos primeiro. “O alerta recente sobre falta de diesel no interior do Paraná mostra que a pressão deixou de ser apenas um movimento de preço e começou a impactar a operação logística”, diz Seefeld.

Metodologia do levantamento

Os dados da TruckPag são baseados em transações reais de abastecimento monitoradas em sua rede de mais de 4.700 postos credenciados, dos quais 94% são voltados ao abastecimento de frotas pesadas e estão localizados majoritariamente em rodovias. A startup não é uma fonte oficial de preços de combustíveis, mas seus dados refletem diretamente a dinâmica do diesel no transporte rodoviário de cargas.

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