CNBC
Jensen Huang em palestra

‘Infraestrutura de IA pode atrair demanda de ao menos US$ 1 trilhão até 2027’, diz CEO da Nvidia

Conflito no Oriente Médio

Conflito no Oriente Médio pressiona mercados, eleva incerteza e pode frear queda dos juros no Brasil, diz economista

Publicado 17/03/2026 • 10:59 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais e domésticos, elevando a aversão ao risco e pressionando ativos brasileiros.
  • Na última semana, a bolsa caiu com força, enquanto o dólar atingiu o maior nível desde o início do conflito. Esse movimento reflete, segundo o economista e professor da FGV Nelson Marconi, um cenário de “bastante incerteza”.

A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais e domésticos, elevando a aversão ao risco e pressionando ativos brasileiros. Na última semana, a bolsa caiu com força, enquanto o dólar atingiu o maior nível desde o início do conflito. Esse movimento reflete, segundo o economista e professor da FGV Nelson Marconi, um cenário de “bastante incerteza”.

“O cenário é de bastante incerteza. Isso gera uma incerteza geopolítica que afeta todos os mercados produtivos, financeiros e as pessoas tendem a assumir posições mais conservadoras”, afirmou.

Leia também: Copom: o que é, qual sua função e por que ele decide a taxa Selic; tem reunião nesta quarta (18)

Nesse contexto, Marconi explica que a tendência é de maior volatilidade nos mercados, com oscilações frequentes nas bolsas e juros mais elevados. “A tendência é ter juros mais altos, ter bolsas caindo, oscilando muito, gerando ganhos e perdas de curto prazo”, disse.

A deterioração do ambiente externo também traz impacto direto sobre a inflação, principalmente por meio do petróleo. “A gente pode ter um impacto na inflação em função do aumento do preço dos petróleos”, afirmou, destacando que medidas recentes do governo para reduzir a alíquota de importação de combustíveis foram “na direção correta”, mas insuficientes para neutralizar totalmente a pressão inflacionária.

Leia também: Selic em jogo: investidores apostam em corte leve, mas dúvida persiste

Esse quadro adiciona incerteza à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nesta semana. Para o economista, o Banco Central pode rever a sinalização anterior de queda de juros, a depender da evolução do conflito. “Se ela tender a se estender, a probabilidade do Banco Central também rever essa trajetória de queda é razoável”, disse.

Marconi avalia ainda que o choque atual tem características típicas de oferta, quando o aumento de custos, como o do petróleo, pressiona os preços. Nesse cenário, o efeito da política monetária é limitado. “Subir os juros tem um impacto muito marginal no preço do petróleo, mas vai atacar de novo outros preços”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Conflito no Oriente Médio

;