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Onde investir com a Selic em 14,75%? Renda fixa segue como bola da vez ou bolsa e small caps ganham tração?
Publicado 18/03/2026 • 22:18 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 18/03/2026 • 22:18 | Atualizado há 4 horas
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Com a Selic em 14,75% ao ano, a renda fixa continua sendo a principal resposta de especialistas à pergunta que volta ao radar do investidor a cada decisão do Copom: afinal, onde investir agora?
Mesmo com o início do ciclo de queda de juros, o patamar ainda é considerado elevado o suficiente para manter ativos pós-fixados, como Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs, entre as opções mais atraentes da carteira. Ao mesmo tempo, parte do mercado já começa a olhar com mais atenção para títulos híbridos, fundos imobiliários e até small caps, numa tentativa de se antecipar a um ambiente de juros menores mais à frente.
Na avaliação de Luciana Ikedo, especialista em investimentos, os pós-fixados ainda fazem “bastante sentido dentro de uma carteira”, sobretudo para perfis mais conservadores ou para a parcela de proteção do portfólio. Segundo ela, ativos indexados ao CDI seguem entregando “uma rentabilidade bastante robusta”.
Luciana também vê espaço para os títulos atrelados à inflação. “Eu também vejo uma oportunidade interessante nos títulos atrelados à inflação, especialmente aqueles que pagam IPCA mais uma taxa prefixada, como é o caso do Tesouro IPCA+”, afirma. “Hoje, esses títulos estão oferecendo prêmios elevados, o que significa que o investidor consegue travar uma taxa real bastante interessante para o longo prazo.”
Na mesma linha, Augusto Mergulhão, economista e consultor de investimentos, diz que a queda de 0,25 ponto na Selic ainda não muda o centro de gravidade da alocação. “Continua sendo os ativos pós-fixados”, afirma. “Uma queda de 0,25 ao ano na Selic continua deixando os ativos de renda fixa pós-fixados muito atraentes.”
Para ele, o juro real ainda muito alto no Brasil mantém a renda fixa como destaque. Mergulhão também afirma que, diante do cenário externo mais conturbado e da proximidade do ciclo eleitoral, a preferência continua sendo por posições mais curtas e conservadoras.
Leia também: Copom reduz Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano
Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, também avalia que a renda fixa segue muito interessante, mas defende uma estratégia mais ativa desde já. “É hora de travar rendimentos altos enquanto eles duram”, afirma. Segundo ele, o Tesouro Selic continua adequado para reserva de emergência e liquidez imediata, enquanto Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+ podem ganhar espaço para quem quer previsibilidade ou proteção contra inflação.
Para os títulos privados, Uarian sugere comparar rentabilidade líquida, prazo e risco do emissor. “O importante é calcular sempre o rendimento líquido de IR”, afirma. “A tabela regressiva favorece prazos acima de dois anos.”
Luciana afirma que o investidor precisa avaliar “quem está por trás daquele título”, entender o risco de crédito e verificar se há cobertura do FGC. “Não é só sobre quanto aquele investimento pode render, mas sobre o que pode acontecer se algo não sair como o esperado”, diz.
Uarian cita três pontos centrais: retorno líquido, liquidez e prazo, além do risco do emissor. Já Mergulhão reforça que, no atual contexto, a preferência ainda é por pós-fixados com horizonte mais curto, de até um ano, justamente por causa da incerteza macroeconômica e política.
Uma simulação da Grana Capital, enviada ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, mostra que a renda fixa conservadora segue competitiva mesmo após o corte da Selic. Em uma aplicação de R$ 10 mil por um ano, tanto o CDB DI que rende 100% do DI quanto o Tesouro Selic entregariam retorno líquido acima de R$ 1,2 mil no período.
| Aplicação | Rentabilidade bruta em 1 ano | Valor bruto final | Valor líquido final | Ganho líquido |
|---|---|---|---|---|
| CDB DI (100% do DI) | 14,65% | R$ 11.465,00 | R$ 11.208,62 | R$ 1.208,62 |
| Tesouro Selic | 14,75% | R$ 11.475,00 | R$ 11.216,87 | R$ 1.216,87 |
Luciana Ikedo avalia que investimentos híbridos, como títulos atrelados à inflação, já merecem atenção, mas com cautela. “Pode sim fazer sentido olhar para investimentos híbridos e também para fundos imobiliários neste momento”, afirma. “Existe uma tendência de que esses ativos se beneficiem ao longo do ciclo de juros, principalmente quando há perspectiva de queda.”
Ela pondera, porém, que são ativos com mais risco do que os pós-fixados tradicionais e que a decisão depende da capacidade do investidor de suportar oscilações.
Gabriel Uarian tem uma visão mais construtiva. Para ele, tanto os híbridos quanto os FIIs “merecem atenção especial” agora. “Sim, vale a pena entrar ou aumentar posição”, afirma. Segundo o analista, os FIIs de papel seguem pagando dividendos mensais elevados enquanto o CDI continua alto, mas as cotas também tendem a se valorizar conforme os cortes de juros avancem. Ele também vê espaço para fundos de tijolo, como os de logística e shoppings.
Augusto Mergulhão, por outro lado, discorda de uma mudança de estratégia neste momento. “Fundos imobiliários acabam sendo não atrativos ainda, quando a gente compara o rendimento deles mensal, da média dos fundos imobiliários, com a taxa Selic, porque ela continua elevada”, afirma. “Esse 0,25 de corte não entendo que justifique uma mudança de estratégia de investimentos.”
Leia também: Copom corta juros sob choque geopolítico, e mercado vê espaço mais estreito para alívio da Selic
Luciana afirma que a queda dos juros tende a favorecer a bolsa como um todo e que as small caps podem, sim, ganhar força, mas lembra que são ativos mais arriscados. “Existe, sim, a possibilidade de um ‘boom’ nesses ativos, caso a economia responda de forma positiva”, diz. Ao mesmo tempo, ressalta que esse não é um investimento para qualquer perfil e que a exposição deve ser diversificada.
Gabriel Uarian vai além e vê espaço concreto para a renda variável ganhar tração ao longo do ciclo. “As small caps e a bolsa de valores como um todo ganham tração real com a queda dos juros”, afirma. Segundo ele, empresas mais alavancadas e sensíveis ao crédito doméstico tendem a se beneficiar primeiro, com queda no custo de financiamento, recuperação do consumo e expansão de valuation.
Já Mergulhão avalia que ainda é cedo para esse movimento. “É preciso a Selic cair mais um pouco, e a gente ter um ambiente tanto externo como interno, principalmente no horizonte de 2027 (…) política fiscal mais estável para a gente falar que a bolsa tende a ganhar mais tração.”
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