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Campos Neto afirma que BC não responde por falhas de terceiros em caso envolvendo Banco Master

Publicado 23/03/2026 • 19:48 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ex-presidente do BC diz que diretoria não atua sobre bancos S3 e não pode ser responsabilizada por irregularidades de terceiros, em meio a investigações da CGU.
  • Caso envolve supostas falhas entre 2019 e 2023 e apurações contra ex-integrantes da área de fiscalização e supervisão da autarquia.
  • Campos Neto ressalta que funcionários investigados são de carreira e já atuavam no BC antes e depois de sua gestão, encerrada em 2024.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que a cúpula da instituição não atua sobre operações de bancos do segmento S3, de médio porte, e que, por isso, não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros.

A declaração ocorre após a Controladoria-Geral da União (CGU) abrir um processo investigativo contra ex-funcionários do BC, suspeitos de envolvimento no escândalo do Banco Master. Segundo Campos Neto, as irregularidades teriam ocorrido entre 2019 e 2023, período em que ele presidia a autoridade monetária.

O sistema bancário brasileiro é segmentado por porte das instituições, sendo que a diretoria do BC acompanha principalmente bancos S1 e S2, com maior relevância sistêmica. Já o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, era classificado como S3, com apenas 0,57% dos ativos totais do sistema financeiro, fora do escopo direto da cúpula.

Leia também: Ex-chefe de supervisão do BC que atuava como ‘funcionário’ de Vorcaro depõe na CPI por favorecimento ao Master

Mais cedo, outra nota detalhou que os processos administrativos disciplinares (PADs) na CGU envolvem o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana. Campos Neto destacou que ambos são servidores de carreira, que já estavam no BC antes de sua gestão e permaneceram após sua saída, no fim de 2024.

Na íntegra, a assessoria do ex-presidente afirmou que os funcionários investigados contavam com apoio técnico interno do próprio banco e reforçou que a presidência do BC não trata de operações específicas de instituições S3, destacando ainda a tradição da área de fiscalização em ser composta por quadros de carreira da autarquia.

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