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Ataque hacker ao BTG mostra migração do crime para ecossistema do Pix, diz especialista

Publicado 23/03/2026 • 16:25 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ataque ao BTG indica mudança no padrão do crime, com foco no ecossistema do Pix e em acessos legítimos, e não mais no core bancário
  • Operações atingem contas de liquidação e expõem desafio de reação em um sistema de pagamentos instantâneo
  • Episódio envolveu desvio de cerca de R$ 100 milhões e pressiona a credibilidade do sistema financeiro, mesmo sem impacto direto sobre clientes

O ataque hacker que atingiu o BTG Pactual no domingo (22), com desvio de cerca de R$ 100 milhões em operações via Pix, expõe uma mudança no padrão de risco do sistema financeiro. Para Alexandre Brum, CEO da Vultus, os criminosos estão deixando de mirar o núcleo dos bancos para explorar falhas no entorno das operações.

“O atacante, o criminoso moderno, não mais invade sistemas de forma supertécnica. Ele acaba se apoderando de acessos legítimos”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (23).

Na avaliação do executivo, os ataques recentes indicam que o core bancário se tornou mais protegido ao longo dos anos, o que levou os criminosos a migrarem para estruturas paralelas. “O criminoso entendeu que o core bancário está seguro e está atacando agora o ecossistema”, disse.

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Segundo Brum, esse tipo de ofensiva tende a atingir contas de liquidação usadas nas operações do Pix, e não diretamente o saldo dos clientes. “Essa transferência de pagamento instantâneo sai da conta reserva e não da conta diretamente dos clientes”, afirmou.

O executivo destacou que a velocidade do sistema amplia o desafio de resposta. Como as transações são liquidadas em tempo real, o espaço para reação é limitado. “O tempo de reação de uma instituição financeira num caso desse é muito mínimo, muito reduzido, porque a transferência acontece em tempo instantâneo”, disse.

Para ele, o avanço desse tipo de ataque reflete uma mudança no próprio perfil do crime financeiro. “Existe uma maneira muito mais ‘segura’ de os criminosos levarem milhões, que não depende de uma exposição física, mas sim de um arcabouço de ferramentas e técnicas exploradas de forma virtual”, afirmou.

Brum disse que o problema não está no Pix em si, mas nos acessos ao sistema. “O Pix é seguro, sim. O problema não está no sistema em si, mas no que tem acesso a ele ou em quem tem acesso a ele”, afirmou.

Na avaliação do executivo, a resposta passa por reforço em controle de acesso, autenticação e monitoramento de terceiros críticos. “Muitos [ataques] foram relacionados a terceiros críticos. Então, é de fato ter uma estrutura robusta de cibersegurança que previna isso”, disse.

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Ele afirmou ainda que o investimento em segurança precisa ser contínuo. “O investimento em cibersegurança é contínuo. Ele deve aumentar, inclusive, não ser reduzido ao longo do tempo, uma vez que as ameaças estão cada vez mais sofisticadas”, afirmou.

Na visão de Brum, episódios como o do BTG elevam o risco institucional, mesmo sem impacto direto sobre clientes. “Acaba trazendo um risco institucional muito grande, até de propriamente credibilidade do sistema financeiro nacional”, disse.

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