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Economia Brasileira

Ata do Copom revela alerta sobre inflação fora da meta e sinaliza cautela no ciclo de cortes

Publicado 24/03/2026 • 08:22 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Copom reduziu a Selic para 14,75% ao ano, mas manteve tom restritivo diante de expectativas de inflação acima da meta em todos os horizontes
  • Ata revela que ambiente de expectativas desancoradas exige restrição monetária maior e por mais tempo do que anteriormente seria apropriado
  • Conflitos no Oriente Médio elevaram incerteza externa e intensificaram riscos de alta para a inflação, condicionando o ritmo do ciclo de calibração
copom​ e banco central

Copom

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, divulgou nesta terça-feira (24) a ata de sua 277ª reunião, realizada nos dias 17 e 18 de março. O documento deixa claro que, apesar do corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,75% ao ano, o Comitê mantém postura restritiva e vê as expectativas de inflação desancoradas como o principal fator de risco no horizonte à frente.

A conclusão compartilhada por todos os membros foi direta: em ambiente de expectativas desancoradas, como o atual, a política monetária precisa ser mais restritiva e por mais tempo do que seria necessário em condições normais.

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Inflação acima da meta em todos os horizontes

As expectativas de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, estão em 4,1% e 3,8%, respectivamente, acima da meta em ambos os casos. Mesmo com algum arrefecimento recente nos índices, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguem pressionadas.

No cenário de referência do próprio Copom, as projeções para o IPCA acumulado em quatro trimestres apontam 3,9% para 2026 e 3,3% para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária.

O Comitê destacou que o custo do processo de desinflação sobre o nível de atividade é maior quando as expectativas estão desancoradas, reforçando a necessidade de perseverança e firmeza na condução da política monetária.

Oriente Médio eleva o balanço de riscos do Copom

A ata aponta que o agravamento dos conflitos no Oriente Médio intensificou os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa. Entre os principais riscos de alta, o Copom listou a desancoragem prolongada das expectativas, a resiliência da inflação de serviços e o impacto de uma taxa de câmbio persistentemente depreciada.

Do lado dos riscos de baixa, o Comitê citou uma eventual desaceleração mais acentuada da atividade doméstica, uma retração global mais pronunciada por conta do choque comercial e uma queda nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

Diante desse quadro, o Copom optou por seguir com serenidade e reunir mais informações ao longo do tempo antes de sinalizar os próximos passos.

Ritmo e extensão do ciclo ainda indefinidos

O Comitê iniciou o que chamou de ciclo de calibração da taxa básica de juros, termo que indica ajustes graduais sem compromisso com uma trajetória predefinida. A magnitude e a duração desse ciclo serão determinadas à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

A ata ressaltou que sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e a indefinição sobre a extensão dos conflitos geopolíticos dificultam a identificação de tendências claras, justificando a cautela.

Fiscal e mercado de trabalho no radar do Copom

O Copom voltou a cobrar harmonia entre as políticas fiscal e monetária. O documento reiterou que o enfraquecimento no esforço de reformas, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, reduzindo a eficácia da política monetária e aumentando o custo da desinflação.

O mercado de trabalho também permanece no radar do Comitê. A taxa de desemprego segue em patamares historicamente baixos, enquanto os rendimentos reais médios crescem acima da produtividade, fator que contribui para manter a inflação de serviços resiliente.

A decisão pelo corte de 0,25 ponto percentual foi unânime. Votaram Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Vivan, Izabela Correa, Nilton David, Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira.

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