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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Ouro avança 2% com queda do petróleo e sinais de trégua entre EUA e Irã

Publicado 25/03/2026 • 08:38 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Os preços do ouro subiram, mas permanecem cerca de 17% abaixo do pico de janeiro.
  • O Goldman Sachs mantém uma postura otimista e prevê que o ouro poderá atingir US$ 5.400 devido às compras dos bancos centrais, apesar da recente normalização do mercado.
barras e moedas de ouro empilhados

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Os preços do ouro avançaram na quarta-feira (25), à medida que a queda do petróleo ajudou a reduzir preocupações com a persistência da inflação, após relatos de que Washington trabalha em uma proposta para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O ouro à vista reduziu ganhos anteriores e era negociado em torno de US$ 4.548,07 por onça às 3h46 (horário de Nova York), alta de 1,6%. Já os contratos futuros do metal para entrega em abril chegaram a subir mais de 3%, para US$ 4.545,50 por onça.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o país e o Irã estão “em negociações neste momento” e sugeriu que Teerã estaria disposto a fechar um acordo de paz, embora a República Islâmica negue conversas diretas com Washington.

Falando no Salão Oval, Trump disse que decidiu recuar de sua recente ameaça de ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana “com base no fato de estarmos negociando”.

“Eles estão falando conosco e estão sendo sensatos”, disse Trump ao ser questionado sobre a mudança de postura.

No entanto, o principal porta-voz das Forças Armadas iranianas negou que haja negociações em curso, segundo a Reuters.

“Como sempre dissemos… ninguém como nós fará um acordo com vocês. Nem agora. Nem nunca”, afirmou Ebrahim Zolfaqari à televisão estatal, de acordo com a agência.

Durante a noite, Teerã confirmou que permitirá a passagem de embarcações “não hostis” pelo Estreito de Ormuz.

“Embarcações não hostis pertencentes ou associadas a outros países, desde que não participem ou cooperem com operações agressivas contra o Irã e cumpram as regras e medidas de segurança estabelecidas, poderão se beneficiar de passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades iranianas competentes”, afirmou o governo em comunicado publicado na rede X.

O bloqueio da via marítima, rota crucial para o transporte de petróleo, tem provocado disparada nos preços de energia por quase quatro semanas desde o início da guerra.

Na manhã de quarta-feira, os preços do petróleo recuaram. Os contratos do Brent — referência internacional — caíram cerca de 5%, para US$ 99,13 por barril, enquanto o WTI, referência dos EUA, recuava aproximadamente 4%, a US$ 88,42 por barril.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, registrava queda de 0,17% nas primeiras horas do pregão asiático.

Ainda assim, os preços do ouro permanecem cerca de 17% abaixo do pico registrado no fim de janeiro.

O Goldman Sachs afirmou que a recente correção do ouro está amplamente alinhada a padrões históricos, citando expectativas de juros mais altos e a volatilidade dos mercados como principais fatores por trás da queda.

“Não consideramos a queda surpreendente à luz do nosso modelo atual de precificação”, disse na quarta-feira o co-chefe de pesquisa global de commodities do banco, Daan Struyven. Ele destacou que o aumento das expectativas de juros tem pressionado a demanda dos investidores, especialmente por meio de ETFs lastreados em ouro, que são “muito sensíveis às taxas”.

Episódios de estresse extremo nos mercados também podem pressionar o metal, acrescentou Struyven, já que investidores que enfrentam chamadas de margem tendem a vender ouro junto com outros ativos.

Ele também avaliou que a recente alta do ouro foi além dos fundamentos, com parte da correção refletindo “um certo nível de normalização”.

Ainda assim, o Goldman mantém uma visão estruturalmente otimista, projetando que o ouro alcance US$ 5.400 até o fim do ano, sustentado pela continuidade das compras por bancos centrais, à medida que países buscam diversificar reservas em ativos com “menores riscos geopolíticos e financeiros”.

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