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Nubank vai usar estratégia de naming rights para reabrir o Cine Copan

Publicado 24/03/2026 • 17:36 | Atualizado há 7 meses

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Felipe Machado

Felipe Machado é analista de economia e negócios do canal Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC. É jornalista, escritor e guitarrista fundador da banda VIPER

Foto: Nubank/Divulgação

Os recursos vão bancar avanços em inteligência artificial, novos produtos, expansão de escritórios e contratações, segundo a fintech.

O Nubank acaba de estrear um de seus movimentos mais ousados fora do mercado financeiro: o patrocínio da reabertura do histórico Cine Copan, no centro de São Paulo, rebatizado Nu Cine Copan.

Enquanto o cinema não fica pronto, as ruínas do local viraram cenário para um clássico.

"Hamlet, Sonhos que Virão", com Gabriel Leone no papel-título e direção de Rafael Gomes, ocupa o espaço ainda em obras e transforma a própria ruína arquitetônica em dramaturgia.

A montagem, em cartaz até abril de 2026, é um experimento que inverte a lógica do espaço: a plateia de 350 pessoas ocupa onde antes ficava a tela, enquanto a ação shakespeariana se desenrola no antigo espaço da audiência.

Figurino de Alexandre Herchcovitch, direção musical de Antônio Pinto e fotografia de Bob Wolfenson completam um elenco técnico de peso.

"Hamlet fala de um mundo que ruiu, de estruturas que já não se sustentam", afirma Rafael Gomes. "A ruína é o próprio estado do drama."

Do ponto de vista de negócios, o projeto é igualmente ambicioso. A partir de maio de 2026, obras civis transformarão o espaço até junho de 2027, quando o Nu Cine Copan será reinaugurado com cerca de 440 assentos, tela LED de 17 metros e som Dolby Atmos. O complexo incluirá gastronomia, bar, loja e espaços para eventos.

Os mais de 112 milhões de clientes Nubank no Brasil terão meia-entrada em todas as sessões, um benefício que transforma o patrocínio cultural em ferramenta de fidelização em escala.

Para o Nubank, que nasceu em São Paulo há 12 anos, a aposta no coração do centro paulistano é também uma declaração de identidade. "Queremos que o cliente Nu se sinta parte dessa história", disse Juliana Roschel, CMO da empresa.

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