Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EUA enfrentam impasse estratégico na guerra com o Irã; falta de objetivo claro dificulta negociações, diz especialista
Publicado 28/03/2026 • 13:54 | Atualizado há 4 horas
Choque do petróleo ganha força com guerra; reabertura do Estreito de Ormuz até meados de abril é vista como decisiva
Nouriel Roubini vê escalada de Trump na guerra com o Irã e risco de “estagflação dos anos 1970”
Netflix aumenta preços em todos os planos de streaming nos EUA
Sony eleva preços do PS5 em até R$ 786 e cita pressões da economia global
EXCLUSIVO: CEO da Coca-Cola se despede e aponta desafios para sucessor brasileiro
Publicado 28/03/2026 • 13:54 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A atuação dos Estados Unidos na guerra com o Irã revela falta de planejamento estratégico e indefinição de objetivos políticos, o que dificulta tanto o avanço militar quanto as negociações para encerrar o conflito, avalia o professor doutor de Relações Internacionais Carlos Poggio.
Segundo o especialista, a condução do conflito pela administração de Donald Trump expõe inconsistências desde o início. “Foi uma guerra sem consulta aos aliados e mal explicada tanto para parceiros quanto para a própria população americana”, afirmou, em entrevista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ele destaca ainda que, ao mesmo tempo em que cobra apoio, Washington vinha deteriorando relações diplomáticas, o que ajuda a explicar a baixa adesão internacional à estratégia americana.
Poggio aponta que a ausência de um objetivo político claro compromete a coerência das ações. “A guerra não é um fim em si mesmo. Ela precisa ter um objetivo político definido – e isso não está claro até agora”, disse. Para ele, o cenário atual reflete uma condução errática: “O que vemos é uma diplomacia de barata tonta, que vai para um lado e para outro sem direção definida”.
Leia também: Ataques de EUA e Israel atingem áreas residenciais no Irã e deixam mortos, dizem meios iranianos
Na avaliação do professor, os EUA também foram surpreendidos por respostas previsíveis do Irã, como ataques a países do Golfo e ameaças ao Estreito de Ormuz. “Era esperado que o Irã recorresse a estratégias assimétricas para tornar a guerra mais cara para os Estados Unidos”, explicou.
O estreito, por onde passa uma parcela significativa do petróleo global, tornou-se um dos principais instrumentos de pressão de Teerã. “Dificultar a passagem por Ormuz é relativamente barato para o Irã, mas extremamente caro para quem precisa garantir a segurança da rota”, afirmou Poggio, ressaltando que a tensão no local pode atrair outras potências para o conflito, dada a relevância energética da região.
O impacto econômico também pesa sobre os próprios Estados Unidos. Segundo o especialista, a guerra já resultou em alta nos preços da gasolina e em um cenário em que o Irã, paradoxalmente, pode estar exportando mais petróleo e a preços maiores, ampliando sua receita. Isso cria pressão política interna sobre o governo americano, que agora demonstra maior urgência em encerrar o conflito.
Para Poggio, a expectativa de um prazo curto para o fim da guerra, como sugerido por autoridades americanas, é irrealista. “A ideia de que uma potência pode determinar quando uma guerra vai terminar é uma ilusão histórica”, afirmou, citando exemplos como Vietnã e a guerra da Rússia na Ucrânia.
Leia também: Forças Armadas do Irã dizem ter atacado navio dos EUA próximo a porto de Omã
Ele avalia que os EUA podem estar entrando em uma dinâmica de escalada progressiva, ampliando gradualmente seus objetivos e envolvimento militar. O envio de tropas adicionais e a possibilidade de operações terrestres indicam, segundo ele, que o conflito pode estar fugindo do controle inicial planejado.
“Existe uma armadilha da arrogância: acreditar que, por ser mais forte, será possível resolver rapidamente a situação – e não antecipar as reações do adversário”, disse. Para o professor, a introdução de forças terrestres seria um sinal claro de que a guerra tomou um rumo diferente do previsto.
Poggio também questiona a eficácia de estratégias baseadas apenas em bombardeios. “Você não muda um regime apenas com ataques aéreos. A ideia de que a população vai se insurgir contra um governo armado não costuma se concretizar”, afirmou.
Diante desse cenário, ele conclui que a guerra caminha para um ponto de maior imprevisibilidade, com riscos de ampliação do conflito. “As declarações de controle feitas por autoridades refletem mais uma tentativa de demonstrar segurança do que a realidade no campo de batalha”, disse.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Palmeiras acelera modelo bilionário e se aproxima da meta com ativos valorizados na seleção; entenda
2
Os 20 maiores FIDCs do Brasil: veja quem lidera o novo crédito fora dos bancos
3
Petrobras identifica petróleo no pré-sal de Marlim Sul, na Bacia de Campos
4
Vorcaro é suspeito de ser dono oculto da Entrepay, liquidada pelo BC
5
São Paulo FC tem recorde de faturamento com R$ 1 bilhão e reduz dívida em balanço