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EXCLUSIVO: CEO da Coca-Cola se despede e aponta desafios para sucessor brasileiro
Publicado 26/03/2026 • 19:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 26/03/2026 • 19:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Reprodução/CNBC
James Kinsey, CEO da Coca-Cola, em entrevista exclusiva à CNBC
O CEO da Coca-Cola, James Kinsey, afirmou em entrevista exclusiva à CNBC nesta quarta-feira (26) que a companhia está entrando em uma nova fase de transformação. Ao comentar a escolha do brasileiro Henrique Braun como sucessor no comando global, o executivo disse que a empresa precisará se adaptar a um novo ciclo marcado por mudanças estruturais, incluindo o avanço da inteligência artificial, novas demandas dos consumidores e um ambiente geopolítico mais complexo.
“Fizemos muitos progressos, mas agora uma grande nova mudança está chegando”, afirmou. Segundo ele, a companhia já avançou na digitalização do negócio, mas a próxima etapa exigirá uma transformação mais ampla e de longo prazo.
“Não é um problema de um ou dois anos, é um problema de vários anos”, disse. Na avaliação do executivo, a escolha do sucessor precisou considerar não apenas o momento atual da empresa, mas quem seria capaz de conduzir essa nova fase ao longo do tempo.
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Siga o Times | CNBCKinsey afirmou que seu papel foi avaliar qual liderança estaria mais preparada para conduzir a próxima etapa de crescimento da companhia. “Meu trabalho também é pensar qual é a melhor equipe para colocar em campo para realizar a próxima onda”, disse. Segundo ele, a decisão foi colocar “outra pessoa em campo para a próxima onda de crescimento, os próximos três anos e os três anos seguintes”.
Ao explicar a escolha de Braun, o CEO destacou a combinação entre experiência e capacidade de adaptação. “O que ele traz é 30 anos de experiência. Então ele entende onde estão todos os botões e alavancas no sistema e ele tem experiência em quatro continentes”, afirmou.
Para Kinsey, o sucessor reúne as condições necessárias para equilibrar continuidade e transformação dentro da companhia. “Mas ele também traz a energia em torno das coisas que precisam evoluir e das coisas que precisam se transformar, sendo a IA uma delas, a natureza mutável das demandas dos consumidores e a geopolítica”, disse.
O executivo também ressaltou que, embora a Coca-Cola não seja uma empresa de tecnologia, o uso dessas ferramentas será essencial para manter a competitividade. “Não somos de tecnologia, mas precisamos usar isso para aumentar a vantagem competitiva”, completou.
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