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Huthis do Iêmen entram no conflito e lançam ataque contra Israel
Publicado 28/03/2026 • 13:40 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 28/03/2026 • 13:40 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Mohammed Huwais / AFP
Jovens apoiadores dos Houthis exibem armas durante um protesto em solidariedade ao Irã e ao Líbano, em meio à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, na capital iemenita, Sanaa, em 27 de março de 2026
Os rebeldes huthis do Iêmen passaram a atuar diretamente na guerra do Oriente Médio neste sábado (28), ao anunciar um ataque contra Israel, marcando a primeira ação do grupo no conflito após um mês de escalada regional.
Aliados do Irã, os huthis afirmaram ter realizado uma “primeira operação” com mísseis balísticos contra alvos militares sensíveis em Israel, segundo declaração em vídeo divulgada na rede social X. Pouco depois, o Exército israelense informou que estava interceptando projéteis lançados a partir do Iêmen, sem registro de vítimas ou danos.
A entrada do grupo no conflito amplia os riscos para a segurança marítima no Mar Vermelho, considerado uma rota estratégica alternativa para países do Golfo diante do bloqueio do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã.
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A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Desde então, o conflito se expandiu pela região, com reflexos diretos na economia global, especialmente nos preços de petróleo e gás.
O Mar Vermelho tornou-se um dos principais pontos de tensão. Durante a guerra entre Israel e Hamas (2023-2025), os huthis já haviam realizado ataques contra navios comerciais e alvos israelenses, mas até agora não haviam se envolvido diretamente no novo conflito.
Com o agravamento da crise, a Arábia Saudita passou a redirecionar parte de suas exportações de petróleo para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, buscando evitar o Estreito de Ormuz – por onde circulava cerca de 20% do comércio global de hidrocarbonetos antes da guerra.
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Nos últimos dias, o Irã também intensificou ações na região, com ataques a interesses americanos e instalações energéticas, provocando forte volatilidade nos mercados.
Relatos indicam ainda ofensivas contra aeroportos no Kuwait e em Erbil, no Curdistão iraquiano, além de mísseis e drones contra uma zona industrial nos Emirados Árabes Unidos. Em Jerusalém, jornalistas relataram explosões após detecção de mísseis iranianos.
Apesar da escalada militar, os Estados Unidos continuam sinalizando uma possível saída negociada. O enviado especial Steve Witkoff afirmou acreditar que o Irã pode aceitar negociações ainda nesta semana, com base em um plano de paz de 15 pontos apresentado por Washington.
O Paquistão atua como mediador e receberá, em Islamabad, chanceleres de países como Arábia Saudita, Turquia e Egito para discutir a crise. Antes disso, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, conversou com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que elogiou os esforços de mediação.
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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que EUA e Irã avaliam um encontro direto no Paquistão, embora sem detalhar fontes.
Enquanto as negociações avançam lentamente, Israel mantém ofensivas contra estruturas estratégicas iranianas. Após atingir instalações nucleares e uma siderúrgica, o país realizou uma nova onda de ataques contra Teerã neste sábado.
Explosões foram ouvidas ao amanhecer, com colunas de fumaça visíveis no leste da capital iraniana. Os bombardeios anteriores também forçaram a interrupção da produção em uma grande siderúrgica no sudoeste do Irã, segundo a empresa Khuzestan Steel.
A Guarda Revolucionária iraniana advertiu que responderá a danos econômicos com ataques contra instalações industriais em toda a região, ampliando o risco de escalada.
De acordo com a imprensa americana, um ataque iraniano a uma base aérea na Arábia Saudita deixou 12 soldados dos EUA feridos, sendo dois em estado grave.
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