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Trump diz querer tomar ilha de Kharg, a “joia da coroa” do petróleo iraniano; Brent dispara
Publicado 29/03/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/03/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo
Donald Trump, presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que quer “ficar com o petróleo do Irã” e não descartou a possibilidade de tomar a ilha de Kharg, principal hub de exportação da commodity do país — considerada uma espécie de “joia da coroa” do setor energético iraniano. A declaração foi seguida por uma nova disparada do petróleo nos mercados internacionais.
Em entrevista ao ao Financial Times. Trump disse que tomar o petróleo iraniano seria sua “opção preferida” e comparou a estratégia à atuação dos Estados Unidos na Venezuela, onde, segundo ele, Washington pretende manter controle sobre o setor petrolífero “indefinidamente”.
“Para ser honesto, minha coisa favorita é ficar com o petróleo do Irã. Mas algumas pessoas estúpidas nos EUA perguntam por que fazer isso”, afirmou.
Após a reportagem, publicada na noite deste domingo (29), o Brent avançou e superou os US$ 116 por barril, acumulando alta de mais de 50% em um mês, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
Leia também: Operações com petróleo antes de anúncio de Trump geram suspeitas de uso de informação privilegiada
A ilha de Kharg concentra a maior parte das exportações de petróleo do Irã, e uma eventual operação para tomar o local representaria um salto relevante na intensidade do conflito, com impacto direto sobre o fluxo global de energia.
As declarações ocorrem em meio à ampliação da presença militar americana na região. O Pentágono ordenou o envio de cerca de 10 mil soldados com treinamento para operações de ocupação territorial. Parte desse contingente já começou a chegar ao Oriente Médio: cerca de 3.500 militares desembarcaram na sexta-feira (27), incluindo aproximadamente 2.200 fuzileiros navais. Outros 2.200 estão a caminho, além de tropas da 82ª Divisão Aerotransportada.
Apesar do avanço, Trump reconheceu que uma ofensiva contra Kharg envolveria riscos elevados, com potencial de ampliar o número de baixas americanas e prolongar o conflito.
“Talvez a gente tome a ilha, talvez não. Temos muitas opções. Mas isso significaria ficar lá por um tempo”, disse.
Segundo ele, a estrutura de defesa iraniana na região seria limitada. “Não acho que eles tenham defesa. Poderíamos tomar facilmente”, afirmou.
A escalada recente já teve reflexos diretos no conflito. Na sexta-feira (27), um ataque a uma base aérea na Arábia Saudita deixou ao menos 12 militares americanos feridos e danificou uma aeronave de vigilância E-3 Sentry, avaliada em cerca de US$ 270 milhões. Rebeldes houthis, no Iêmen, também dispararam um míssil balístico contra Israel, indicando uma possível ampliação da frente de combate.
Mesmo com o tom mais agressivo, Trump afirmou que negociações indiretas com o Irã seguem em andamento, mediadas por representantes do Paquistão. O presidente estabeleceu o dia 6 de abril como prazo para um acordo que encerre a guerra — caso contrário, os EUA podem intensificar ataques contra o setor energético iraniano.
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Trump também afirmou que os Estados Unidos já atingiram cerca de 13 mil alvos no Irã e que ainda restariam aproximadamente 3 mil. “Um acordo pode ser fechado rapidamente”, disse.
Ele acrescentou que o Irã teria permitido a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz como gesto durante as negociações. Segundo Trump, o número de embarcações autorizadas teria subido de 10 para 20.
O presidente voltou a afirmar que houve uma mudança de regime no Irã após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de outros integrantes do alto escalão do país. Autoridades iranianas, por sua vez, sustentam que o comando do país permanece intacto.
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