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Ibovespa avança 0,53% aos 182 mil puxado por petrolíferas
Publicado 30/03/2026 • 17:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/03/2026 • 17:04 | Atualizado há 2 horas
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Reprodução
Ibovespa teve queda acentuada na sexta-feira
O Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (30), em alta de 0,53%, aos 182.514 pontos, acompanhando a cotação do barril de petróleo. Empresas como Petrobras (PETR4), Petrorecôncavo (RECV3) e Brava (BRAV3) lideram os ganhos surfando a alta recorde da commodity, que caminha para a maior alta mensal desde 1990.
“As empresas que mais performam neste momento estão diretamente ligadas ao comportamento do barril do Brent, e esse rali acaba contaminando positivamente o índice como um todo”, diz Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital.
O volume financeiro da bolsa somou R$ 25,2 bilhões, e a cotação da moeda oscilou entre 181.559,49 e 184.414,18. Durante a sessão, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou a postura conservadora da autarquia, o que limitou os avanços do índice diante das expectativas de que os juros devem ceder mais lentamente do que se esperava. “No fim, os ganhos da Vale e da Petrobras garantiram o saldo positivo do indicador”, afirmam agentes de mercado.
A maior alta da sessão veio da Yduqs (YDUQ3), que avançou 3,76% aos R$ 11,59. Depois, vem a Weg (WEGE3), com 3,46%, a Brava Energia (BRAV3), com 2,97%, e a Petrorecôncavo (RECV3), com 2,72%. A cotação das ações foi de R$ 49,05, R$ 20,14 e R$ 13,95, respectivamente.
No campo das baixas, a maio perda registrada veio da Renner (LREN3), que caiu 4,70%, aos R$ 14,19. Ela foi seguida pela C&A (CEAB3), com uma queda de 4,33% aos R$ 11,48, a Vamos (VAMO3), 3,71% aos R$ R$ 3,63 e a Vivara (VIVA3), com queda de 2,14% aos R$ 25,20.
“Essas empresas sofrem justamente por serem mais sensíveis à política monetária. E aqui entra um ponto importante com as falas recentes de Galípolo que indicam uma visão mais cautelosa do Banco Central. A comparação com um ‘transatlântico’ em vez de um ‘jet ski’ revela que a desaceleração econômica deve ser mais lenta e gradual do que o mercado esperava”, afirma Grass.
O movimento global de apreciação do petróleo decorre da aprovação de medidas que criam uma espécie de “pedágio” no Estreito de Ormuz. A taxa, aplicada a navios cargueiros, adiciona uma camada relevante de incerteza e embute mais volatilidade nas transações da commodity.
“Nesse contexto, o petróleo tende a subir, tanto por risco geopolítico quanto por possíveis impactos logísticos, reforçando ainda mais esse ciclo positivo para as commodities”, completa Gass.
A resiliência do índice reflete um descolamento momentâneo do pessimismo externo, embora a correlação com os EUA continue estreita, disse Gabriel Brondi, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista explicou que as incertezas sobre o comando político no Irã e a retórica de Donald Trump pesaram nos índices americanos durante a sessão: “O mercado não está comprando muito bem a ideia de que as negociações estão indo bem. O Trump afirma o tempo todo que está negociando, porém, as autoridades americanas dizem que ainda não sabem quem é o líder do Irã no momento. Fica complicado acreditar no avanço das conversas nesse cenário”.
No cenário doméstico, a valorização de commodities como o petróleo, cotado a US$ 114 (R$ 598,50), impulsionou empresas como a Petrobras, compensando a fraqueza dos bancos. “A gente tem Petrobras e Vale performando muito bem, enquanto o setor financeiro foi um dos grandes vilões do dia. O preço do petróleo num patamar elevado preocupa bastante, pois só deve arrefecer quando houver uma ideia clara de quando a guerra vai acabar”, analisou.
Sobre o mercado de câmbio, o sócio da The Link Investimentos destacou que o dólar, cotado a R$ 5,23, vive um cabo de guerra entre a aversão ao risco global e fatores internos favoráveis. “Vender commodities para fora a preços absurdos e ter uma das maiores taxas de juros reais do mundo impactam o dólar para baixo ante o real. Por outro lado, a aversão ao risco mundial joga a moeda para cima, mantendo o ativo em um patamar lateral e difícil de operar”, detalhou.
A inflação também entrou no radar com a atualização do Boletim Focus, embora o conflito geopolítico continue sendo o principal driver dos preços no curto prazo. “É preocupante ter atualização de projeção de inflação para cima mesmo com juros elevados, pois significa que talvez tenhamos que subir ainda mais as taxas. Mas o que está fazendo preço agora é a guerra entre Estados Unidos e Irã; não há nada mais importante que isso no momento”.
Por fim, o analista alertou para a perda de credibilidade das declarações oficiais frente à realidade do campo de batalha e à necessidade de monitorar indicadores de medo. “O mercado não acredita muito mais no Trump; fica claro que ele quer fazer o preço do petróleo cair e manter os índices elevados, mas a expectativa de duração para essa guerra é de quatro a seis semanas. É fundamental ficar de olho no VIX, o índice do medo, e nos títulos públicos americanos”.
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