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França rebate Trump e diz que OTAN não foi criada para atuar no Estreito de Ormuz; Irã reafirma abertura excluindo EUA
Publicado 01/04/2026 • 10:01 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 01/04/2026 • 10:01 | Atualizado há 2 dias
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O movimento ocorre em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz
A França rejeitou nesta quarta-feira (1°) qualquer envolvimento da OTAN em operações militares no Estreito de Ormuz. A declaração partiu de Alice Rufo, secretária de Estado francesa para as Forças Armadas, e representa uma resposta às pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os aliados da aliança agora no segundo mês da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
“Deixem-me lembrar o que é a OTAN. É uma aliança militar voltada para a segurança da região euro-atlântica. Não foi criada para conduzir operações no Estreito de Ormuz, o que configuraria uma violação do direito internacional”, afirmou Rufo, em Paris.
A declaração francesa ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Washington e os membros europeus da aliança. Trump havia chamado os aliados da OTAN de “covardes” por se recusarem a participar das operações militares no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás.
Em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Telegraph, o presidente americano foi além. “Eu sempre soube que eram um tigre de papel”, disse Trump, acrescentando que considera seriamente retirar os Estados Unidos da aliança.
O secretário de Estado Marco Rubio reforçou o tom no dia anterior. Em declaração, Rubio afirmou que se a OTAN serve apenas para defender a Europa, sem reciprocidade, isso “não é um bom arranjo” e terá de “ser reexaminado”.
A resistência europeia vai além das declarações. Nos últimos dias, uma série de aliados recusou pedidos concretos de Washington.
A Espanha fechou seu espaço aéreo a aviões militares americanos envolvidos no conflito e reafirmou que os EUA não podem usar bases militares operadas conjuntamente no território espanhol. Trump respondeu ameaçando cortar relações comerciais com Madri.
A Itália negou o uso de uma base militar na Sicília para bombardeiros americanos, embora o governo italiano tenha buscado minimizar a tensão, afirmando que cada pedido será analisado caso a caso. O Reino Unido autorizou o uso de suas bases apenas para missões defensivas. O primeiro-ministro Keir Starmer foi direto: “Esta não é a nossa guerra. Não seremos arrastados para o conflito.”
A França recusou o sobrevoo de seu território por aviões carregados com suprimentos militares destinados a Israel. A Polônia, por sua vez, descartou realocar seus sistemas de defesa antiaérea Patriot para o Oriente Médio. “A segurança da Polônia é prioridade absoluta”, escreveu o ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, no X.
Itália, Reino Unido, França, Grécia e Alemanha responderam com negativas ao pedido americano de formação de uma coalizão naval para reabrir o Estreito. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, resumiu a posição: “Esta não é a nossa guerra. Não a iniciamos.”
O Estreito de Ormuz permanece praticamente bloqueado. O Irã conseguiu interromper o tráfego no corredor com ataques pontuais, aproveitando a geografia do local. O impacto já se faz sentir: os preços do petróleo e do gás subiram até 60% em alguns mercados, e países enfrentam escassez de abastecimento.
Trump reagiu com irritação às negativas. “Todos esses países que não conseguem combustível por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar: tenho uma sugestão. Número um, comprem dos EUA. Número dois, juntem coragem e vão ao Estreito tomar o controle”, escreveu o presidente em sua rede social Truth Social.
A posição francesa expõe uma divisão profunda entre Washington e os europeus sobre os limites da missão da OTAN. Para Paris, a aliança tem escopo geográfico definido e mandato restrito à região euro-atlântica.
Analistas alertam que a tensão acumulada pode ter consequências duradouras. “Essas coisas podem ganhar força na mente de Trump e na comunidade Maga”, disse Samir Puri, professor visitante de estudos de guerra no King’s College London. “O vínculo da OTAN se enfraquece ainda mais.”
Em paralelo, a França informou que mantém conversas com cerca de 35 países para organizar uma missão de reabertura do Estreito após o fim do conflito. Os nomes dos países envolvidos nas negociações não foram divulgados.
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