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Trump ameaça destruir pontes e usinas do Irã; Direito Internacional alerta para crimes de guerra
Publicado 03/04/2026 • 07:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/04/2026 • 07:22 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Brendan Smialowski | AFP | Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novemanete destruir pontes e usinas elétricas do Irã em post publicado na madrugada de quinta-feira (3) no Truth Social.
A declaração veio horas após a destruição da ponte B1, recém-construída e localizada próxima a Teerã, em ataque aéreo atribuído a Washington e a Israel. Oito pessoas morreram, segundo a mídia estatal iraniana.
“Os EUA ainda não começaram a destruir o que sobrou no Irã. Pontes a seguir, depois usinas elétricas”, escreveu Trump. O presidente acrescentou que a liderança do “Novo Regime” sabe “o que precisa ser feito, e rápido.”

Mais de 100 especialistas em direito internacional assinaram uma carta, datada de quinta-feira (3), alertando que os ataques ameaçados por Trump podem configurar crimes de guerra. O documento afirma que o direito internacional proíbe ataques a “objetos indispensáveis à sobrevivência de civis.”
Trump havia declarado anteriormente que também poderia atacar usinas de dessalinização de água no Irã. Em discurso na véspera, disse que as forças militares americanas atingiriam o país “com extrema dureza” nas próximas duas ou três semanas, acrescentando que levaria o Irã “de volta à Idade da Pedra.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu com tom desafiador. Em post no X, lembrou que “não havia petróleo ou gás sendo bombeado no Oriente Médio naquela época”, em referência às ameaças de Trump sobre a Idade da Pedra, e questionou se o presidente americano e seus apoiadores têm certeza de que querem “voltar o relógio.”

Horas após a destruição da ponte B1, a agência semioficial iraniana Tasnim afirmou que um caça F-35 americano foi abatido sobre o centro do Irã. Imagens de destroços publicadas no Telegram incluíam uma foto que aparentemente mostrava as palavras “U.S. Air Forces in Europe” na seção traseira de uma aeronave. O Comando Central dos EUA e as autoridades iranianas não responderam aos pedidos de comentário.
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O Irã fechou efetivamente o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz após o ataque americano e israelense de 28 de fevereiro, prejudicando uma das rotas de energia mais importantes do mundo. Trump condicionou qualquer cessar-fogo à reabertura da via marítima.
“Consideraremos quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desobstruído. Até lá, continuaremos bombardeando o Irã”, escreveu o presidente.
O Conselho de Cooperação do Golfo pediu ao Conselho de Segurança da ONU que adotasse “todas as medidas necessárias” para conter as agressões iranianas contra os países membros do bloco. Os seis países do GCC, Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, foram alvos de mísseis e drones iranianos ao longo do segundo mês de conflito.
A iniciativa, liderada pelo Bahrein, presidência rotativa do Conselho de Segurança, previa autorização para o uso da força na proteção da navegação comercial no Estreito de Ormuz. A proposta foi bloqueada pelo veto de China, Rússia e França, que se opuseram ao texto.
Na sexta-feira (3), operações foram suspensas nas instalações de gás de Hadshan, em Abu Dhabi, após a queda de destroços interceptados pelo sistema de defesa aéreo local. A refinaria de Mina al-Ahmadi, do Kuwait, também foi atingida por drones.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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