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Guerra com o Irã: como aliados da OTAN reagiram às exigências de Trump
Publicado 03/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Guerra com o Irã como aliados da OTAN reagiram às exigências de Trump
Os conflitos no Oriente Médio continuam em andamento, mas a possibilidade de um cessar-fogo passou a ser considerada pelos países envolvidos. Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há planos para encerrar a guerra. A declaração, no entanto, foi contestada por um comandante do Irã, que reagiu com ironia ao anúncio do republicano.
Apesar da negativa por parte dos iranianos, o Irã respondeu com condições para que a guerra fosse encerrada; entretanto, como já esperado, foi prontamente negada pelos Estados Unidos. Mesmo com a negativa de ambos os lados, a possibilidade de um cessar-fogo é uma novidade desde o início dos conflitos em fevereiro.
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A guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e, posteriormente, Israel segue com bombardeios coordenados e em lugares estratégicos. No início dos conflitos, uma investida americana matou o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que comandou o país por mais de 30 anos.
A morte de Khamenei pode ser o principal motivo pelo início do principal embate entre os países e as nações de todo o mundo. Depois da morte do líder, a Guarda Revolucionária do Irã determinou o bloqueio geral do Estreito de Ormuz, principal e mais importante rota para o envio global de petróleo.
Após isso, o mundo vive uma crise energética, falta de reabastecimento e um encarecimento considerável de diesel e custos de frete. Apesar das ameaças do presidente americano, que chegou a chamar o lugar de Estreito de Trump, as forças armadas do Irã mantêm o local interditado sob fortes ameaças a navios que desobedecerem as regras.
Até então, diversas nações tentam intermediar um acordo entre os países para o cessar-fogo. Além das questões humanitárias, o fim da guerra também representa um alívio nas economias mundiais e a retomada de questões diplomáticas.
De acordo com informações do portal de notícias Al Jazeera, apesar das tentativas de Donald Trump de ampliar a influência na região, incluindo o apelo para que países da OTAN ajudem na abertura do Estreito de Ormuz e aumentem a pressão sobre o Irã. A estratégia não tem apresentado os resultados esperados.
Alguns países do bloco divergem da estratégia e recusaram autorizar o uso de suas bases pelos Estados Unidos em eventuais bombardeios contra o Irã. Em certos casos, a avaliação é de que o conflito já poderia ter sido encerrado e que esse apoio aos americanos tende a prolongar a guerra.
Um dos opositores europeus mais firmes ao conflito, o país afirmou que fechou seu espaço aéreo para aeronaves militares dos Estados Unidos envolvidas nas operações. “Acho que todos conhecem a posição da Espanha. É muito clara”, declarou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
Anteriormente, a Espanha já havia anunciado que não permitiria o uso de bases militares compartilhadas com os EUA na guerra, posição reforçada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que classificou o conflito como “injustificável” e “perigoso”.
Em resposta, Donald Trump ameaçou cortar relações comerciais com Madri.
Por parte da Itália, o jornal italiano Corriere della Sera informou que o governo italiano negou o uso de uma base militar na Sicília para bombardeiros dos Estados Unidos. O governo da Itália, no entanto, tratou de minimizar o episódio, afirmando que não há tensões com Washington e que eventuais solicitações americanas serão avaliadas individualmente.
O Reino Unido autorizou o uso de suas bases militares para bombardeiros dos Estados Unidos, mas apenas em operações defensivas, como ataques a instalações iranianas ligadas a ações contra interesses britânicos. O primeiro-ministro, Keir Starmer, afirmou em pronunciamento à nação: “Esta não é a nossa guerra. Não seremos arrastados para o conflito. Isso não é do nosso interesse nacional.”
Donald Trump também fez críticas à França, afirmando que o país foi “muito inútil” após a recusa de Paris em autorizar o voo de aeronaves “carregadas com suprimentos militares” e “com destino a Israel”.
Segundo fontes ouvidas, a negativa ocorreu porque Israel pretendia utilizar o espaço aéreo francês para transportar armamentos americanos que seriam empregados no conflito contra o Irã.
O ministro da Defesa da Polônia, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou nas redes sociais que o país, que faz fronteira com a Ucrânia, “não tem planos” de deslocar seus sistemas de defesa aérea Patriot para o Oriente Médio. “A segurança da Polônia é uma prioridade absoluta”, declarou.
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A resistência de aliados dos Estados Unidos em auxiliar nos esforços militares ficou evidente após os apelos de Donald Trump para garantir a abertura do Estreito de Ormuz. Mesmo após inúmeros pedidos, a solicitação do americano não foi atendida.
A França chegou a apoiar o pedido dos Estados Unidos e declarou que estava pronta para auxiliar na abertura do Estreito de Ormuz; entretanto, essa medida acabou não indo para frente. Com isso, a guerra no Irã parece depender diretamente da abertura de diálogo dos Estados Unidos para realizar de vez um possível cessar-fogo.
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