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Negócios em Jogo: Flag football ganha força global e vira aposta da NFL para crescer no Brasil, avalia Cacá Bueno

Publicado 01/04/2026 • 13:49 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Flag football surge como alternativa mais acessível ao futebol americano, com crescimento global e foco no público jovem e escolar.
  • NFL amplia presença no Brasil com projetos em escolas e impacto econômico relevante, incluindo jogos e aumento no consumo de produtos.
  • Modalidade estreia nas Olimpíadas de 2028 e Brasil já aparece entre os destaques, com potencial de medalha e expansão de mercado.

A estratégia da NFL para ampliar sua presença global passa por uma mudança de abordagem: tornar o esporte mais acessível, especialmente para os jovens. Segundo o empresário e piloto Cacá Bueno, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a aposta da liga está no flag football, versão simplificada do futebol americano, que elimina o contato físico intenso e facilita a entrada de novos praticantes.

De acordo com Cacá, um dos principais entraves à expansão do futebol americano sempre foi sua complexidade e nível de contato físico. “A NFL é um sucesso no mundo inteiro, mas é um esporte violento, difícil de praticar, difícil de colocar nas escolas e difícil de entender as regras”, afirmou nesta quarta-feira (1), durante sua participação na coluna Negócios em Jogo, do jornal Real Time.

Nesse contexto, o flag football surge como alternativa. “É o futebol americano sem o impacto, sem tanta violência”, explicou. Na prática, a dinâmica do jogo é simplificada: “Você não precisa derrubar o adversário, precisa só puxar a fitinha”, disse, destacando que isso permite a prática por crianças e iniciantes.

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Apesar das adaptações, a essência do jogo é mantida. “As regras são basicamente as mesmas, a maneira de fazer os pontos é o touchdown”, afirmou, ressaltando que a modalidade preserva os fundamentos do esporte original.

Expansão no Brasil e foco nas escolas

A NFL já iniciou um movimento estruturado para consolidar essa base no Brasil. “Ela já está em 200 escolas brasileiras e fazendo acordos com municípios”, disse Cacá, citando iniciativas que incluem redes públicas e privadas, como o recente acordo com Petrópolis.

Para ele, a estratégia é clara: formar novos consumidores e praticantes desde cedo. “Para criar cultura, nada mais fácil do que falar com as crianças”, afirmou, comparando o processo a outros esportes populares no país, como futsal e vôlei, que começam na base escolar.

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A lógica é semelhante à de outras modalidades que ganharam espaço no Brasil por meio de versões mais acessíveis. “O beach tennis colaborou demais com isso, em ser mais inclusivo”, disse.

Olimpíada e potencial esportivo brasileiro

O crescimento do flag football também passa pelo reconhecimento internacional. A modalidade já está confirmada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, o que deve ampliar ainda mais sua visibilidade.

Segundo Cacá, o Brasil já desponta como potência emergente. “A seleção brasileira feminina está em quarto no ranking mundial”, destacou, apontando que há chance real de medalha.

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Para ele, a entrada no programa olímpico deve acelerar o interesse do público. “Quem ainda não conhecia o flag football vai passar a conhecer intensamente e torcer”, afirmou.

Impacto econômico e oportunidades de mercado

Além do aspecto esportivo, o movimento também tem forte impacto econômico. Cacá destacou que a presença da NFL no Brasil já gerou resultados expressivos. “O jogo da NFL trouxe um impacto para a economia de São Paulo de mais de US$ 60 milhões (R$ 309,6 milhões)”, afirmou.

O consumo de produtos ligados à liga também cresce. “Cresceu 40% a venda de merchandising da NFL desde que começaram os jogos em São Paulo”, disse.

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Nos Estados Unidos, o avanço da modalidade reforça esse potencial. “O flag football cresceu 50% e já tem 4 milhões de praticantes”, afirmou, projetando espaço para até 20 milhões de jogadores no mundo.

Nova liga e estratégia de longo prazo

A NFL também avança na profissionalização do esporte. Segundo Cacá, a liga anunciou recentemente a criação de uma competição própria. “São US$ 32 milhões (R$ 165,1 milhões) que os clubes da NFL vão investir para lançar uma liga profissional”, disse.

Para ele, o flag football funciona como porta de entrada para o universo do futebol americano. “A modalidade é um suporte e uma introdução do esporte para o público da NFL”, afirmou.

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Apesar do crescimento, Cacá avalia que o esporte ainda precisa sair de um nicho. “O brasileiro já tem uma base de fãs, mas ainda está na bolha”, disse.

Nesse cenário, ele vê oportunidades de negócios em diferentes frentes. “Será que temos tantas roupas para crianças, material esportivo, patrocínios?”, questionou.

Por fim, o especialista aponta que a diversificação dos canais de comunicação pode acelerar essa expansão. “A gente não tem mais só a TV aberta, temos 500 ferramentas de comunicação”, afirmou.

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