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Artemis II marca nova corrida espacial e deve ampliar impacto econômico da tecnologia, diz especialista
Publicado 01/04/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 01/04/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
A missão Artemis II, da Nasa, representa mais do que o retorno de astronautas à órbita da Lua após cinco décadas. Para Pedro Pallota, especialista em astronáutica e host do canal Space Orbit, o momento marca uma nova fase da exploração espacial, com impactos diretos em tecnologia, inovação e novos mercados.
Direto dos Estados Unidos, próximo ao ponto de lançamento, Pallota destacou o clima de expectativa e o nível de preparação da missão. “A meteorologia está muito favorável, com 80% de chance, e a expectativa aqui está muito grande”, afirmou nesta quarta-feira (1) ao Fast Money, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, o processo segue protocolos rigorosos de segurança. “O foguete já está praticamente abastecido e os astronautas em preparação, é um processo bastante rigoroso”, disse, ressaltando que a operação envolve diversas etapas antes da decolagem.
Ao comparar com o programa Apollo, Pallota destacou avanços relevantes. “O SLS é o foguete mais poderoso que a Nasa já fez”, afirmou, acrescentando que a cápsula Orion tem maior capacidade de tripulação.
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A missão também traz mudanças no perfil da tripulação. “É a primeira vez que vai uma mulher, uma pessoa negra e um astronauta que não é americano”, disse, destacando a diversidade como um marco dessa nova fase.
Apesar dos avanços, ele observa que o retorno à Lua é um processo complexo e caro. “Retomar tem sido muito difícil, muito caro”, afirmou, apontando que a Nasa trabalha para reduzir custos e ampliar a frequência das missões.
Sobre a tecnologia embarcada, Pallota explicou que a cápsula Orion ainda não opera com inteligência artificial avançada. “Ela não é tão automatizada quanto outras, mas tem algoritmos que ajudam a calcular posições e processar dados”, disse.
Ele destacou que, mesmo sem IA plena, os sistemas atuais oferecem muito mais segurança do que no passado. “Hoje se trabalha com muito mais dados e segurança de voo do que no programa Apollo”, afirmou.
Para o especialista, um dos principais legados da exploração espacial está na aplicação prática das tecnologias desenvolvidas. “Isso tem acontecido cada vez mais”, afirmou.
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Ele citou como exemplo a conectividade via satélite. “A Starlink ajuda em transmissões e também em situações de desastres naturais”, disse.
Outro caso emblemático é o GPS, amplamente utilizado no cotidiano. “Várias empresas têm modelos de negócio baseados nisso, como Uber e iFood”, destacou.
Segundo Pallota, o impacto econômico dessas tecnologias é expressivo. “O GPS gera algo em torno de US$ 400 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em receita no mundo todo”, afirmou.
Para ele, esse tipo de retorno demonstra que os investimentos espaciais vão além da exploração científica. “A tecnologia espacial vai sendo trabalhada para melhorar a vida das pessoas, em coisas que a gente já considera banais”, concluiu.
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