Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Otávio Lopes: agro enfrenta “tempestade perfeita” e precisa acelerar investimentos para ganhar resiliência
Publicado 02/04/2026 • 23:20 | Atualizado há 3 horas
Petróleo Brent sobe 7% com escalada de Trump contra o Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz
Como o Irã transformou uma pequena ilha em um “pedágio” do petróleo e reforçou seu pode sobre a energia global
Ameaça de Trump de atingir o Irã “com força extrema” abala ações, títulos e petróleo
Artemis II marca nova corrida espacial e deve ampliar impacto econômico da tecnologia, diz especialista
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
Publicado 02/04/2026 • 23:20 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O agronegócio brasileiro atravessa um cenário de forte pressão, marcado por custos elevados, instabilidade global e desafios logísticos, exigindo uma resposta estratégica baseada em investimentos, tecnologia e gestão de riscos, avalia Otávio Lopes, sócio líder de agro da EY para a América Latina e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o especialista, o setor vive uma “tempestade perfeita”, impulsionada principalmente pela alta do petróleo, que impacta diretamente diversas etapas da produção. “O impacto do petróleo para o agronegócio é grande”, afirmou em sua participação no programa Radar nesta quinta-feira (2).
De acordo com Lopes, o aumento do petróleo afeta desde fertilizantes, que dependem da commodity, até o uso de maquinário agrícola movido a combustível, além de influenciar irrigação, embalagens e transporte.
Leia também: O “tesouro escondido” do agro: terras degradadas podem movimentar bilhões no Brasil
“É um produto custoso para produzir, para transportar e para escoar”, resumiu, ao destacar o impacto também sobre o frete terrestre e marítimo.
A combinação de custos operacionais elevados com juros altos pode gerar impacto relevante no setor. Segundo Lopes, o efeito pode chegar a até 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro.
Ele destaca ainda a redução de investimentos essenciais, como em armazenagem, que deve enfrentar um déficit de 38% na safra de 2026, equivalente a cerca de 135 milhões de toneladas sem capacidade adequada de estocagem.
Leia também: Kátia Abreu: Guerra no Irã pressiona custos e agrava cenário do agronegócio
Para superar esse gargalo, seriam necessários entre R$ 100 bilhões e R$ 160 bilhões em investimentos, em um contexto de alto custo de capital, o que dificulta a execução.
O cenário pode levar a uma redução na produção e nas exportações globais de grãos, com estimativas de queda entre -5% e -1%, o que tende a pressionar preços de alimentos, estimular protecionismo e gerar desequilíbrios no mercado internacional.
Para enfrentar esse ambiente, Lopes defende a aceleração de investimentos em eficiência e adequação, especialmente em infraestrutura.
“Investimentos em armazenagem podem reduzir perdas em até 10% e custos de frete em até 30%”, afirmou.
Leia também: Datagro: guerra expõe vulnerabilidade de exportações do agronegócio brasileiro
Além disso, empresas têm buscado reconfigurar cadeias de suprimento e antecipar riscos, utilizando dados para reagir mais rapidamente a choques. “O tempo entre entender e reagir determina o quão eficiente será a empresa”, destacou.
A tecnologia surge como elemento-chave para lidar com a volatilidade, permitindo respostas mais rápidas e automatizadas. Segundo Lopes, as cadeias estão evoluindo de modelos manuais para sistemas automatizados e, no futuro, autônomos com inteligência artificial.
“A inteligência de dados vai tornar as respostas muito mais rápidas e autônomas”, disse, citando situações como a necessidade de redirecionar cargas diante de interrupções logísticas.
Leia também: Do varejo ao agro: crise do petróleo se espalha pela bolsa e vai além das petroleiras
Outro ponto é a importância da rastreabilidade e transparência, viabilizadas por tecnologias como blockchain e georreferenciamento, que permitem comprovar práticas sustentáveis e ampliar o acesso a mercados e financiamento.
“Precisamos mostrar ao mundo que produzimos de forma sustentável, com dados e fatos”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Com lucro em queda e caixa negativo, Cimed pega empréstimo para pagar dividendos
2
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
3
Vazamento na Anthropic expõe as entranhas do Claude Code e serviços ainda não lançados ao público; veja
4
Gol Linhas Aéreas vai se deslistar; relembre outras empresas que deixaram a bolsa brasileira
5
Petrobras parcela aumento de 55% do QAV para conter pressão inflacionária