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Agrishow: dirigentes mostram otimismo, apesar de cenário adverso no setor agro
Publicado 01/04/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/04/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação
Entre as soluções apresentadas, estão as novas linhas de crédito para o produtor, diante de um cenário incertezas no mercado de commodities.
O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes (consequência da guerra no Oriente Médio), é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia “pensa a longo prazo”, disse nesta quarta-feira (1), o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan.
O executivo, que também é primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), participou de coletiva de apresentação da 31ª Agrishow, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
“O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial”, reforçou Marchesan. “Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.” Ele lembrou que o setor deve superar o atual “cenário adverso”. “Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo.”
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Também presente à coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é “desafiador” para o segmento de equipamentos agrícolas. Mesmo assim, “conjunturalmente”, Estevão disse que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. “Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem.”
É importante lembrar, ressaltou o representante da CSMIA, que, apesar do cenário atual, o setor de máquinas “olha sempre a médio e longo prazo”. “A indústria não faz planejamento para um, dois anos, mas para um prazo bem maior, de décadas.” Ele disse que, apesar de o mercado, atualmente, ter ficado “um pouco mais difícil”, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas “não para de fazer investimentos em produção e produtividade, nem o agricultor”. Por isso, complementa, há “otimismo” em relação à feira deste ano em Ribeirão Preto.
Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, o momento é de “reagir, arregaçar as mangas e ir para a frente”.
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