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Enel SP contesta Aneel e diz que relatório usa dados errados e comparações seletivas
Publicado 03/04/2026 • 06:40 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 03/04/2026 • 06:40 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Sede da Enel SP no bairro do Tamboré, em Barueri-SP
A Enel SP protocolou, na última quarta-feira (1º), uma contestação formal ao relatório técnico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que recomenda a caducidade da concessão da distribuidora na Grande São Paulo. No documento, a empresa acusa o regulador de falhas metodológicas, mudança de critérios no curso do processo e tratamento desigual em relação a outras distribuidoras do país.
A manifestação foi apresentada em resposta à Nota Técnica nº 36/2026 da Aneel, que embasou a recomendação de extinção do contrato após sucessivos apagões que deixaram milhões de clientes sem energia em 2023, 2024 e 2025. A decisão final sobre a caducidade cabe ao Ministério de Minas e Energia, poder concedente no setor elétrico brasileiro.
Leia também: Apagões em SP: Justiça revoga liminar e libera votação sobre fim de contrato da Enel
Um dos pontos mais graves levantados pela Enel SP diz respeito ao uso, pela Aneel, de dados incorretos de outras distribuidoras nas comparações que embasam o relatório. A empresa cita especificamente a paranaense Copel e afirma que o erro “muda completamente” a conclusão do regulador sobre seu desempenho.
A distribuidora sustenta ainda que a nota técnica faz “comparações seletivas” e ignora a melhoria comprovada da Enel SP nos rankings nacionais. Para a empresa, o tratamento recebido não foi dispensado a nenhuma outra concessionária, incluindo aquelas com indicadores piores.
Outro ponto da defesa questiona a adoção, pela Aneel, de critérios que não constavam no Termo de Intimação 49, documento que estabelecia os parâmetros para definir o que seria considerado serviço adequado. A Enel SP argumenta que essas mudanças foram introduzidas de forma retroativa, já durante o processo, em violação ao devido processo legal.
A empresa afirma ainda que a agência deixou de analisar dados anteriormente apresentados pela concessionária e que o prazo concedido para a defesa foi insuficiente para uma resposta completa.
A Enel SP também contesta a avaliação da Aneel sobre o apagão de dezembro de 2025. Para a distribuidora, o relatório ignora a “gravidade ímpar” do evento climático que originou a crise e os avanços operacionais implementados pela empresa nos meses anteriores.
A Aneel, por sua vez, mantém que o histórico de falhas na prestação do serviço, incluindo a persistência de desempenho inadequado em dezembro de 2025 mesmo após a adoção de medidas coercitivas, caracteriza o esgotamento das alternativas regulatórias disponíveis antes da caducidade.
A concessão da Enel SP vai até 2028. A empresa tenta renovar o acordo por mais 30 anos. Com a recomendação de caducidade em curso, o futuro do contrato depende agora da posição do Ministério de Minas e Energia, que ainda não se pronunciou sobre o mérito da contestação apresentada pela distribuidora.
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