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Ciências e Saúde

Anvisa libera medicamento que reduz em 57% o risco de progressão do câncer de mama

Publicado 06/04/2026 • 13:02 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Inavolisibe aprovado pela Anvisa para câncer de mama HR+/HER2− com mutação PIK3CA em adultos com doença avançada ou metastática
  • Estudo INAVO120 mostrou redução de 57% no risco de progressão e atraso de 23 meses para início da quimioterapia
  • Medicamento age diretamente na proteína alterada pelo gene PIK3CA, preservando células saudáveis e reduzindo efeitos colaterais
Inavolisibe é aprovado pela Anvisa para tratamento de câncer de mama

Montagem Nano Banana 2

Inavolisibe é aprovado pela Anvisa para tratamento de câncer de mama

O Inavolisibe acaba de receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de câncer de mama. O medicamento, desenvolvido pela Roche Farma é indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático do tipo HR+/HER2− com mutação PIK3CA e resistência endócrina.

A aprovação foi anunciada pela empresa na última semana e representa uma nova opção para um grupo de pacientes historicamente com poucos recursos terapêuticos disponíveis.

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Dados do estudo

A autorização da Anvisa teve como base o estudo internacional INAVO120, conduzido ao longo de quase três anos de acompanhamento. Os resultados mostram redução de 57% no risco de progressão da doença ou morte em comparação ao tratamento padrão.

O medicamento também reduziu em mais de 30% o risco de morte entre pacientes com câncer de mama avançado RH-positivo, HER2-negativo e com mutação PIK3CA, frente ao uso isolado de palbociclibe e fulvestranto.

Outro dado do estudo aponta que o inavolisibe atrasou em 23 meses a necessidade de iniciar a quimioterapia, permitindo o controle da doença por mais tempo com comprimidos orais. O percentual de pacientes com redução ou desaparecimento temporário dos sinais do tumor chegou a 63%, contra 28% no grupo que recebeu o tratamento padrão.

Mutação PIK3CA

Cerca de 40% das pacientes com câncer de mama HR+/HER2− apresentam a mutação PIK3CA, alteração genética que torna a doença mais resistente aos tratamentos convencionais.

O gene PIK3CA funciona como um regulador do crescimento celular. Com a mutação, esse mecanismo fica permanentemente ativado, levando as células cancerosas a se dividirem sem controle. O inavolisibe age diretamente na proteína alterada, bloqueando esse sinal e preservando as células saudáveis, o que tende a reduzir os efeitos colaterais do tratamento.

Combinação terapêutica

O medicamento é indicado em combinação com palbociclibe e fulvestranto para pacientes que já apresentaram recorrência durante ou após o uso de terapia endócrina adjuvante.

“Com a aprovação do inavolisibe no Brasil, reforçamos nosso compromisso de trazer inovações que realmente impactem a vida dos pacientes”, afirmou Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil. “Este marco amplia as possibilidades de cuidado individualizado para mulheres que enfrentam uma doença historicamente desafiadora.”

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