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Oncoclínicas renova conselho e avalia proteção judicial para reorganizar dívidas

Publicado 08/04/2026 • 13:26 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Oncoclínicas avalia medida cautelar preventiva com credores de CRI para evitar descumprimento de covenants financeiros.
  • Saída de Marcelo Gasparino destitui todo o conselho e abre caminho para eleição de novo colegiado em 30 de abril.
  • MAK Capital, Porto e Starboard apresentam propostas de aporte que somam até R$ 2,5 bilhões para reestruturar a companhia.
Fachada Oncoclínicas

Oncoclínicas/Divulgação

A Oncoclínicas, maior rede privada de tratamento de câncer do Brasil, perdeu todo o conselho de administração após a renúncia do presidente Marcelo Gasparino da Silva e, ao mesmo tempo, avalia pedir uma medida cautelar preventiva de proteção contra credores.

Os dois movimentos, longe de representar apenas ruptura, abrem uma janela para que novos investidores assumam o comando da governança e para que a companhia ganhe tempo para reorganizar o passivo sem pressão imediata dos credores.

Renúncia

A Oncoclínicas comunicou ao mercado que recebeu, na véspera, o pedido de renúncia de Marcelo Gasparino da Silva ao cargo de membro do conselho de administração. Ele presidia o colegiado.

Como a eleição do atual conselho ocorreu pelo sistema de voto múltiplo, a renúncia de Gasparino implica a destituição automática dos demais membros. A eleição do novo colegiado está marcada para a assembleia geral extraordinária do dia 30 de abril de 2026.

O mecanismo de voto múltiplo, previsto na Lei das S.A., garante representação proporcional aos minoritários e também torna o conselho um bloco único. A saída de um membro, portanto, reconfigura todo o tabuleiro.

Reorganização

Paralelamente, a Oncoclínicas avalia pedir uma medida cautelar de proteção preventiva contra credores. Um dos caminhos em análise seria uma cautelar de mediação específica com os detentores de CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários – em vez de um pedido mais amplo.

🔍 O que é um CRI? Certificado de Recebíveis Imobiliários é um título de renda fixa lastreado em recebíveis imobiliários. Empresas utilizam esse instrumento para captar recursos no mercado. Quando a emissora enfrenta dificuldades financeiras, os detentores dos papéis ficam expostos ao risco de inadimplência.

A medida, se acionada, daria à companhia um período de proteção para negociar com os credores sem o risco de vencimento antecipado das dívidas. A Oncoclínicas corre o risco de descumprir alguns de seus covenants, cláusulas contratuais negociadas com os credores. O timing e a estrutura do pedido ainda estão sendo discutidos.

Três propostas de resgate na mesa

A renovação da governança tem razão de ser: ao menos três grandes investidores condicionaram seus aportes à mudança no conselho.

A Starboard, gestora focada em empresas em crise, apresentou oferta de aumento de capital de R$ 1 bilhão, com conversão de dívida em ações. A ajuda dependia da renúncia do atual conselho de administração.

A Porto, controladora da Porto Saúde, assinou memorando de entendimentos para viabilizar um investimento de cerca de R$ 1 bilhão na operação de clínicas da Oncoclínicas.

Já a MAK Capital, que detém 6,3% do capital votante, propôs aporte de R$ 500 milhões e indicou quatro nomes para concorrer ao novo conselho na assembleia de 30 de abril.

Dívida e liquidez sob pressão

O cenário financeiro que motivou todos esses movimentos é grave. A Fitch estima que a Oncoclínicas deve encerrar 2025 com menos de R$ 100 milhões em caixa, enquanto o cronograma de dívida prevê vencimentos de aproximadamente R$ 745 milhões em 2026 e R$ 810 milhões em 2027.

A empresa iniciou conversas com credores financeiros para prorrogar prazos de pagamento de dívidas que vencem nos próximos meses. Nas assembleias com debenturistas, busca uma autorização prévia para eventualmente descumprir o índice dívida líquida/Ebitda, que, pelos covenants vigentes, não poderia ultrapassar 3,5 vezes.

A divulgação dos resultados financeiros de 2025, adiada de 30 de março para 9 de abril, deve trazer mais clareza sobre a extensão real do problema.

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