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Petróleo Brent fecha em baixa de 13,3%, menor nível desde 11 de março, apesar de tensão em Ormuz
Publicado 08/04/2026 • 16:58 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 08/04/2026 • 16:58 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
O petróleo fechou em forte tombo nesta quarta-feira, 8, pressionado pela retirada do prêmio de risco geopolítico após o anúncio de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar de novas interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz durante a tarde, segundo a Fars, a commodity pouco reagiu, em meio à reprecificação do risco no mercado.
O petróleo WTI para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em tombo de 16,4% (US$ 18,54), a US$ 94,41 o barril, menor nível desde 25 de março.
Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 13,3% (US$ 14,52), a US$ 94,75 o barril, menor nível desde 11 de março. Foram as maiores quedas porcentuais diárias para ambos desde abril de 2020, durante a pandemia de covid-19.
Analistas do ING afirmam que o mercado deve permanecer volátil no curto prazo, à medida que investidores aguardam maior clareza sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã após o cessar-fogo temporário.
A trajetória dos preços dependerá da evolução das tratativas e de sinais concretos de normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, além da consistência do acordo ao longo das próximas semanas, avalia o banco holandês.
Para a Sparta Commodities, parte do mercado pode ter exagerado no movimento de queda, com ativos aparentando correção excessiva diante de riscos ainda relevantes. Já o Saxo Bank afirma que os preços podem seguir pressionados no curto prazo, mas com elevada volatilidade, diante da incerteza sobre navegação, reparos em infraestrutura e cadeias logísticas. A instituição também aponta que a oferta física segue apertada, com embarcações retidas e prazos de entrega prolongados.
No campo geopolítico, a tensão voltou a escalar após o Irã afirmar que prepara uma “resposta pesada” a ataques de Israel em Beirute. Apesar do recrudescimento, o mercado de petróleo mostrou pouca reação às ameaças e aos novos episódios de violência na região.
O Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que os estoques de petróleo do país subiram 3,081 milhões de barris na semana até 3 de abril, bem acima da alta de 600 mil barris esperada por analistas.
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