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Ibovespa renova recorde de fechamento pela 8ª vez, aos 195 mil pontos, de olho nos acordos de paz no Irã
Publicado 09/04/2026 • 17:26 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/04/2026 • 17:26 | Atualizado há 2 horas
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Ibovespa subiu nesta segunda-feira
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores do Brasil, encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos. A oitava renovação do recorde sequencial é puxada pelas ações da Petrobras, na esteira do otimismo com as negociações entre Irã, Israel e Estados Unidos, marcadas para a próxima sexta-feir (10), em Islamabade, no Paquistão.
Segundo Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, é uma continuação da expectativa do Brasil em se organizar economicamente depois de problemas como a pandemia de Covid-19, inflação e endividamento. “Com mais 3% ou 4%, vamos alcançar os tão falados 200 mil pontos, que se espera desde os anos 2000”, afirma.
Os olhos do mercado, entretanto, estão fixados no Estreito de Ormuz, que segue bloqueado pelo Irã. Para Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o prolongamento das hostilidades até o momento acabou gerando uma disrupção relevante, com impactos logísticos, paralisações de produção no Oriente Médio e riscos para rotas estratégicas de transporte de energia.
“O ponto agora é entender qual foi, de fato, o tamanho do dano na infraestrutura da região e qual será a situação de rotas críticas como o Estreito de Ormuz. Enquanto não houver maior clareza sobre esses fatores, o petróleo tende a permanecer pressionado. Mesmo com o anúncio de um acordo, o ambiente segue cercado de incertezas, já que outras frentes de tensão continuam ativas na região”, afirmou.
No pregão, a grande vencedora foi a Usiminas, que encerrou em alta de 6,08%, aos R$ 7,68. Depois, vem a Auren (5,06%), aos R$ 13,90, C&A Modas (5,06%), aos R$ 13,29, Hapvida (4,74%), aos R$ 11,72 e
Gerdau Metalúrgica (4,72%) aos R$ 9,54.
Entre as empresas que cederam, a maior perda veio por parte da Totvs, com um recúo de 3,20%, aos R$ 34,44. A perda foi seguida pela Marfrig (2,83%), aos R$ 19,25, Natura (1,45%), aos R$ 10,20, Vale (1,05%), aos R$ 84,69 e Minerva (0,94%), aos R$ 4,20.
A expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos, Irã e Israel no final de semana impulsionou o otimismo nos mercados globais e levou o Ibovespa a um novo recorde nominal, disse Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que a perspectiva de desescalada do conflito no Oriente Médio favoreceu a entrada de capital em mercados emergentes: “Hoje nós tivemos mais um dia positivo com uma forte entrada de fluxo estrangeiro na bolsa brasileira, impulsionado por expectativas de um possível acordo que vai vir entre Estados Unidos, Irã e Israel. Pode ser que a gente veja esses países chegando a um acordo que libere o tráfego no estreito de Ormus, permitindo que o mundo volte a ter sua dinâmica normal sem riscos de disrupção inflacionária”.
O especialista ressaltou a resiliência do mercado brasileiro, que atraiu R$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) em março, mesmo em um cenário de volatilidade. “Apesar de todo esse estresse do conflito, nossa bolsa recebeu um fluxo estrangeiro muito forte. Isso ajudou a manter o dólar em um nível controlado e a bolsa a renovar a máxima histórica. Boa parte das ações ainda apresenta um preço atrativo, e bancos como o JP Morgan já elevam projeções do Ibovespa para acima de 220.000 pontos”, explicou.
Em relação ao câmbio, o sócio da The Link Investimentos projeta que o fortalecimento do real pode levar a moeda americana a patamares mais baixos caso o cenário externo se estabilize. “Se o dólar se manteve comportado próximo de R$ 5, quem dirá num cenário benigno onde o petróleo caia e afaste expectativas de inflação. É possível projetar para o final do ano, caso ocorra um cessar-fogo, o dólar na casa mais perto de R$ 4,50 (R$ 22,95) do que de R$ 5 (R$ 25,50)”, sugeriu.
Sobre a política monetária, a queda das commodities é vista como essencial para a manutenção do ciclo de redução da taxa Selic, atualmente em 14,75%. “A continuidade do nosso ciclo de queda de juros está ameaçada e tudo vai depender das condições macroeconômicas. Se o petróleo cair, veremos a continuidade desse ciclo. Já tem gente projetando uma Selic que termine o ano perto de 13% ou 12,75%, mas se a guerra continuar, alguns bancos vão elevar essa projeção”.
No campo corporativo, as altas da Hapvida e da Usiminas foram justificadas por reestruturações internas e pela recuperação dos preços do minério de ferro. “A Hapvida passa por um processo de turnaround e venda de ativos, o que gera caixa e otimismo no mercado com a nova gestão. Já a Usiminas, que estava esquecida, volta a receber fluxo estrangeiro com a recuperação do minério de ferro a US$ 95 (R$ 484,50), atraindo investidores para papéis que estavam de lado há muito tempo”.
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