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Preços nas fábricas da China voltam a crescer após 3 anos, superando expectativas com a disparada dos preços do petróleo

Publicado 10/04/2026 • 06:13 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Os preços de fábrica na China subiram pela primeira vez em mais de três anos, registrando um aumento de 0,5%.
  • Os preços da gasolina subiram 11,1% em relação ao mês anterior, mesmo com Pequim buscando limitar os aumentos nos preços dos combustíveis.
  • Economistas alertaram que o choque nos custos de produção poderia desencadear uma "inflação ruim" na economia, comprimindo ainda mais as margens de lucro já reduzidas dos fabricantes.

Os preços ao produtor da China subiram pela primeira vez em mais de três anos, enquanto a inflação ao consumidor desacelerou em março, em meio à disparada do petróleo provocada pela guerra no Irã, que desorganizou os mercados globais de energia.

O índice de preços ao produtor (PPI) avançou 0,5% em relação ao ano anterior — o primeiro crescimento desde setembro de 2022 — encerrando o mais longo ciclo de deflação em décadas. No acumulado do primeiro trimestre, o PPI ainda registrou queda de 0,6% na comparação anual.

Já os preços ao consumidor subiram 1% em março, abaixo da previsão de 1,2% dos economistas consultados pela Reuters e desacelerando frente ao aumento de 1,3% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 1,1% no período.

A guerra entre Estados Unidos e Irã, agora em sua sexta semana, elevou fortemente os preços do petróleo após Teerã fechar o Estreito de Ormuz para a maioria dos petroleiros comerciais e grandes produtores do Oriente Médio reduzirem a oferta.

O Brent para junho era negociado a US$ 96,7 por barril na sexta-feira, acumulando alta de 33% desde o início do conflito em 28 de fevereiro. O WTI para maio estava em US$ 98,5, um salto de 47% em relação aos níveis pré-guerra.

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Maior importador mundial de petróleo, a China enfrenta riscos de repasses inflacionários, embora seus estoques estratégicos robustos e fontes diversificadas de energia tenham amortecido parte do impacto.

“Entre os pares, a China se sai melhor diante de um choque de petróleo significativo, mas não extremo, graças à flexibilidade energética e à baixa inflação inicial”, afirmou Robin Xing, economista-chefe para China no Morgan Stanley. Ele projeta alta de 1,2% no PPI em 2026 e avanço de 0,8% no CPI.

O banco reduziu sua previsão de crescimento do PIB chinês em 2026 para 4,7%, assumindo preço médio do petróleo em US$ 110 no segundo trimestre antes de recuar. Caso o conflito no Oriente Médio se agrave e o barril supere US$ 150, o PIB real pode desacelerar para 4,2% neste ano. “Mesmo com a reabertura do Estreito, a normalização lenta da oferta e a recomposição de estoques podem manter os preços elevados”, disse Xing.

Em sinal da pressão crescente, a principal agência de planejamento econômico da China elevou na terça-feira os preços da gasolina e do diesel em 420 yuans (US$ 61,18) e 400 yuans por tonelada, respectivamente. Em março, os reajustes haviam sido de 1.160 yuans e 1.115 yuans por tonelada. Os preços da gasolina saltaram 11,1% em março frente ao mês anterior, apesar das tentativas de Pequim de conter os repasses. Na comparação anual, a alta foi de 3,8%.

Inflação “ruim”

A turbulência nos mercados de petróleo pode alterar o cálculo dos formuladores de política econômica, já que economistas alertam para o risco de uma “inflação ruim”, causada pelo choque de custos, que tende a comprimir ainda mais as margens de lucro da indústria.

As empresas industriais chinesas viram seus lucros dispararem nos dois primeiros meses do ano, impulsionadas por medidas de Pequim para reduzir excesso de capacidade e conter guerras de preços em diversos setores. Mas a rentabilidade deve voltar a ser pressionada em um ciclo de “inflação de custos”, no qual fabricantes absorvem parte dos aumentos de preços dos insumos, segundo Tianchen Xu, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Isso fica evidente pelo fato de que o índice de preços de compra de matérias-primas, combustíveis e energia (PPIRM) superou o PPI, com alta de 0,8% em relação ao ano anterior”, destacou Xu.

Apesar da alta, o CPI segue bem abaixo da meta de 2% considerada adequada pelos formuladores de política, e o impacto negativo da guerra no Irã mantém aberta a possibilidade de novos estímulos monetários. O Banco Popular da China reafirmou sua postura cautelosa em reunião trimestral no mês passado, após reduzir a taxa básica em apenas 10 pontos-base em 2025.

Os rendimentos dos títulos do governo chinês de 10 anos permaneceram relativamente estáveis, mesmo diante das preocupações com o petróleo caro, em 1,814% na sexta-feira.

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