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Reino Unido vai defender que o Estreito de Ormuz permaneça livre de tarifas, e que o Líbano seja incluído no cessar-fogo com o Irã
Publicado 09/04/2026 • 06:56 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 09/04/2026 • 06:56 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Foto: Reuters
Guerra no irã: Quem controla o Estreito de Ormuz?
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, deve defender nesta quinta-feira (9) a garantia de acesso irrestrito ao Estreito de Ormuz, rebatendo a iniciativa do Irã de controlar uma das rotas de escoamento de petróleo mais estratégicas do mundo.
Em seu discurso anual de política externa, Cooper deve afirmar que a navegação pelo Estreito de Ormuz precisa ocorrer sem cobrança de pedágios, após a via ter sido efetivamente bloqueada pelo Irã desde o início da guerra.
“As liberdades fundamentais dos mares não podem ser unilateralmente retiradas ou colocadas à venda para interessados individuais. Tampouco pode haver espaço para pedágios em uma via navegável internacional”, dirá Cooper na Mansion House, em Londres, segundo trechos antecipados do discurso.
O Irã afirmou que pretende cobrar das embarcações para permitir a travessia pelo Estreito de Ormuz. Na quarta-feira, o Financial Times informou que Teerã planeja exigir pagamentos em criptomoedas das empresas de navegação para que seus petroleiros possam transitar pela rota.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo estreito que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Aproximadamente 20% do petróleo e do gás consumidos globalmente passam, em condições normais, por essa via.
Cooper também deve defender que o Líbano seja incluído no cessar-fogo de duas semanas acordado na terça-feira entre Estados Unidos e Irã.
“O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã é bem-vindo. Trata-se de um passo vital para trazer segurança e estabilidade à região, além de aliviar as pressões sobre a economia global e o custo de vida aqui em casa”, afirmará a ministra.
“Ainda há um trabalho considerável a ser feito, e apoiamos as negociações: elas precisam avançar; não pode haver retorno ao conflito; o Líbano deve ser incluído no cessar-fogo; não pode haver novas ameaças do Irã a seus vizinhos; e, crucialmente, o Estreito de Ormuz deve ser totalmente reaberto.”
Cooper deve destacar o impacto econômico da crise no Oriente Médio sobre os britânicos, citando o aumento das taxas de hipoteca, dos preços dos combustíveis e do custo dos alimentos.
O discurso ocorre enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, realiza conversas com diversos países da região do Golfo para discutir esforços diplomáticos voltados a apoiar e sustentar o acordo de cessar-fogo.
Leia também: O mundo inteiro irá “pagar a conta” se o Estreito de Ormuz fechar novamente, diz especialista
John Stawpert, diretor de assuntos marítimos da International Chamber of Shipping (ICS), associação global que representa armadores e operadores de navios, afirmou que a situação é “muito, muito confusa”.
“Os pedágios têm sido comentados. Não vimos nenhuma confirmação firme de que isso esteja de fato acontecendo”, disse Stawpert à CNBC, no programa “Squawk Box Europe”, nesta quinta-feira, mencionando a reportagem do Financial Times sobre possíveis pagamentos em criptomoedas por navios que buscam atravessar a via.
“Cobrar pedágio para a travessia por uma via navegável internacional estaria fora das normas internacionais e, na prática, minaria o direito internacional e o princípio da liberdade de navegação e de passagem inocente”, acrescentou.
“Portanto, estamos muito, muito, muito preocupados com esses relatos de que pedágios possam ser uma condição para a retomada do comércio e instamos todas as partes envolvidas nas negociações a se afastarem de qualquer iniciativa nesse sentido.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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