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Petróleo dos EUA supera US$ 100 em meio a impasse no Estreito de Ormuz
Publicado 10/04/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 horas
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“É melhor que não estejam”, ameaça Trump sobre possível cobrança de taxas do Irã a petroleiros em Ormuz
Publicado 10/04/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 horas
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Os preços do petróleo avançaram nesta sexta-feira diante das tensões persistentes no Estreito de Ormuz, com a rota marítima estratégica ainda praticamente fechada, apesar do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Os contratos futuros do petróleo WTI (West Texas Intermediate) para entrega em maio subiram 2,2%, alcançando US$ 100,04 por barril por volta das 5h25 (horário de Nova York). Já o Brent, referência internacional, para entrega em junho, avançou 1,7%, cotado a US$ 97,59 por barril.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã a “parar imediatamente” caso esteja cobrando taxas de passagem de petroleiros pelo estreito — medida que ameaça minar o acordo de cessar-fogo de duas semanas, condicionado à reabertura da rota marítima.
O fluxo de embarcações pelo ponto de estrangulamento, responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo antes da guerra, segue fortemente limitado, mantendo os mercados em alerta.
“O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, ao permitir que o petróleo atravesse o Estreito de Ormuz”, afirmou Trump em publicação no Truth Social.
Kevin Hassett, principal assessor econômico da Casa Branca, disse na quinta-feira que a passagem de apenas um petroleiro já representaria “uma grande parte do que está faltando”.
Adrian Beciri, CEO da DUCAT Maritime, empresa de logística com sede em Chipre especializada em cargas secas, destacou que o estreito permanece efetivamente fechado e que o comportamento de armadores e operadores “é exatamente o mesmo de quando o conflito estava em seu auge”.
“Francamente, a situação é extremamente caótica. Não há um método conhecido ou estabelecido para transitar pelo Estreito de Ormuz. Nem sequer há uma forma clara de contatar os iranianos para saber como fazê-lo, o que parece ser a única alternativa no momento”, disse Beciri ao programa Europe Early Edition, da CNBC.
Segundo ele, os poucos navios que conseguiram atravessar estão seguindo rotas diferentes das históricas, mais próximas da costa iraniana, e os valores cobrados de forma extraoficial são “francamente absurdos”.
Além disso, ataques contra instalações de energia da Arábia Saudita reduziram a capacidade de produção do país. Segundo a agência estatal Saudi Press Agency, citando fonte do Ministério da Energia, os ataques cortaram cerca de 600 mil barris por dia da capacidade de produção e reduziram em aproximadamente 700 mil bpd o fluxo pelo oleoduto Leste-Oeste.
De acordo com a mídia estatal, ataques iranianos atingiram uma estação de bombeamento ao longo do oleoduto, que transporta petróleo das instalações próximas ao Golfo Pérsico até o terminal de exportação em Yanbu, no Mar Vermelho.
Riad tem se apoiado fortemente nesse oleoduto como principal rota de exportação durante o conflito, já que os ataques iranianos tornaram inviável o envio de cargas pelo Estreito de Ormuz.
Em paralelo, ataques aos campos de Manifa e Khurais reduziram a produção saudita em cerca de 600 mil barris por dia, segundo a agência estatal. Refinarias também foram alvo de recentes ofensivas, ampliando as interrupções no fornecimento.
Na terça-feira, os EUA firmaram um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irã em troca da permissão para que embarcações transitassem pelo estreito. No entanto, o presidente da estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos afirmou na quinta-feira que a rota continua praticamente fechada.
Com as importações do Golfo caindo para menos de 2 milhões de barris por dia e os tempos de viagem se estendendo por várias semanas, analistas do Goldman Sachs avaliam que compradores terão de recorrer a estoques e fontes alternativas por pelo menos mais um mês — mesmo com os preços elevados do combustível já começando a pesar sobre a demanda.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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