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CNBCIrlanda entra em colapso no trânsito devido a protestos por combustível enquanto guerra no Irã eleva preços

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“Preço sobe de elevador e desce de escada”: economista alerta para impacto do petróleo na aviação

Publicado 10/04/2026 • 14:06 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo Brent registra queda de quase 16% na quarta-feira após cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
  • Economista Ian Lopes alerta que combustíveis sobem de elevador e descem de escada, sem ajuste imediato ao consumidor.
  • Setor aéreo e logística são os mais expostos à volatilidade do petróleo, com custos ainda elevados apesar do recuo.

O petróleo Brent registrou uma queda de quase 16% na última quarta-feira (8), a maior variação diária negativa em seis anos, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. O alívio animou os mercados globais, mas o economista Ian Lopes, da Valor Investimentos, faz um alerta direto ao consumidor que espera ver o movimento refletido na bomba de combustível ou na passagem aérea.

“O preço sobe de elevador e desce de escada”, afirmou Lopes em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Existe um tempo de maturação para isso acontecer.”

Brent recua, mas ainda está longe do patamar pré-conflito

Apesar da queda expressiva, o barril de petróleo opera na casa dos US$ 95 e US$ 96 nesta sexta-feira (10), patamar ainda distante dos cerca de US$ 70 registrados dois meses antes do agravamento do conflito no Oriente Médio. Para Lopes, esse contexto explica por que o consumidor não deve esperar um alívio imediato nos preços.

O Brasil segue a paridade internacional de preços do petróleo, que leva em conta tanto a variação do barril quanto a oscilação do dólar. Com o câmbio cedendo e o Brent ainda elevado em termos históricos, o repasse para combustíveis tende a ocorrer de forma gradual, não imediata.

Aviação e logística são os setores mais pressionados

Lopes destacou dois setores como os mais expostos à volatilidade do petróleo. O primeiro é o aéreo, que absorveu a disparada do querosene de aviação e repassou o custo rapidamente para as passagens. O segundo é o de logística e transporte de cargas, onde os custos operacionais subiram em torno de 25%, segundo relatos de transportadoras.

Para o economista, enquanto o barril de petróleo permanecer na faixa atual, esses setores continuarão pressionados. A perspectiva de retorno aos patamares anteriores ao conflito depende de uma resolução mais duradoura das tensões geopolíticas, não apenas de um cessar-fogo temporário.

Medidas emergenciais têm prazo curto

O governo federal adotou um conjunto de medidas para tentar conter a alta ao consumidor, incluindo redução do IOF para companhias aéreas, desoneração do imposto de renda sobre o leasing de aeronaves e corte de Pis/Cofins sobre o querosene de aviação. Lopes reconhece o efeito pontual dessas iniciativas, mas faz uma ressalva sobre sua sustentabilidade.

“São medidas emergenciais, um antibiótico de curto prazo”, afirmou. Com uma dívida pública próxima de 80% do PIB, Selic a 14,75% ao ano e um ano eleitoral à frente, o economista avalia que essas desonerações não podem se estender indefinidamente sem pressionar as contas públicas.

Para Lopes, o risco é que o governo consiga segurar o preço na ponta do consumidor no curto prazo, mas acabe transferindo o problema para o fiscal, o que terminaria pressionando a inflação pelo mesmo caminho que se tentou evitar.

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