Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Guerra no Irã inviabiliza cortes agressivos de juros em 2026
Publicado 21/04/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 horas
Musk pode comprar a Cursor ainda neste ano por US$ 60 bilhões ou pagar US$ 10 bilhões pelo “trabalho conjunto”
Bolsas dos EUA sobem após Trump falar em possível acordo com Irã
Indicado à presidência do Fed, Kevin Warsh diz que não aceitará ordens de Trump sobre juros
JP Morgan expande investimento de US$ 1,5 trilhão em segurança econômica para a Europa
Amazon vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic como parte de acordo de infraestrutura de IA
Publicado 21/04/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A escalada nos preços do petróleo e as tensões geopolíticas globais estão redefinindo as estratégias das autoridades monetárias, tornando improvável um ciclo de cortes agressivos nas taxas de juros, disse Rodrigo Simões, economista e professor da FAC-SP, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista destacou que o cenário de guerra no Irã impactou diretamente os modelos econométricos previstos para este ano. “Todo o contexto dos estudos dos bancos centrais para 2026, alguns com perspectiva de queda, não vai acontecer. A guerra e o encarecimento da energia entraram no bolso da população e dificultaram os modelos; o próprio Deutsche Bank já projeta um Banco Central americano firme, praticamente sem cortes”, explicou.
Sobre a dinâmica inflacionária nos Estados Unidos, Rodrigo Simões ressaltou que a resistência dos preços, mesmo excluindo itens voláteis, justifica a postura rigorosa do Federal Reserve. “O CPI em março veio 3,3%, um salto puxado pelo custo de energia que impactou alimentos e fretes. Mesmo quando você tira alimentos e energia, o núcleo de inflação está acima da meta e o mercado de trabalho segue aquecido, o que dificulta a flexibilização da política monetária”, afirmou.
No contexto brasileiro, o economista da FAC-SP demonstrou ceticismo quanto à continuidade imediata da redução da Selic na próxima reunião do Copom. “Pelo nosso modelo, não temos a perspectiva de queda de taxa de juros na próxima reunião, mas mantemos uma projeção de 12,75% até o final do ano. Tudo pode mudar se o conflito durar mais do que o esperado, o que complicaria a vida dos bancos centrais e o orçamento familiar”, ponderou.
A transição de liderança no Federal Reserve também foi tema da análise, com a saída de Jerome Powell. Para o professor, a seriedade institucional deve prevalecer sobre pressões políticas externas. “A substituição não vai afetar a independência do Fed, que é uma instituição muito séria e conservadora. O mercado financeiro gosta de previsibilidade e de um banco central autônomo; acredito que a linha de raciocínio será mantida mesmo com a troca de comando”.
Por fim, Rodrigo Simões apontou que a manutenção de juros elevados pode transformar o Brasil em um destino atrativo para o capital externo, apesar dos desafios para a indústria nacional. “Com a nossa taxa de juros alta, os mercados emergentes têm sido atraentes para a diversificação de carteira. O Brasil é a bola da vez para receber investimento estrangeiro direto, fazendo com que o real se aprecie, o que ajuda a baixar a inflação do IPCA, embora seja um desafio para o equilíbrio entre exportadores e importadores”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Escassez de mão de obra no Brasil eleva salários e dificulta retenção no setor de serviços
2
USA Rare Earth compra brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões para desafiar domínio da China em terras raras
3
Flórida abre investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio fatal em universidade
4
Hollywood se divide: fusão de US$ 111 bilhões entre Paramount/Warner enfrenta resistência de artistas
5
China pressiona exportações e setor de carne bovina busca saída para evitar perdas