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China pressiona exportações e setor de carne bovina busca saída para evitar perdas
Publicado 17/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 17/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 mês
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A incerteza sobre o fluxo de exportações de carne bovina para o mercado chinês e a busca por medidas para mitigar os impactos das novas salvaguardas de importação dominam as atenções do setor. É o que afirma Rodrigo Costa, analista de pecuária da Pine Agronegócios, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que o setor aguarda definições concretas do governo e que diversas estratégias estão sendo avaliadas para proteger os exportadores nacionais. “Algumas possibilidades estão sendo ventiladas, entre elas uma linha de crédito emergencial ao setor exportador, onde os recursos tenderiam a ser utilizados pelos frigoríficos tanto para capital de giro quanto para investimento em armazenagem e estoque, além da redistribuição de cotas não utilizadas por outros países”, detalhou.
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O analista relembrou que o Brasil possui cronogramas de cotas anuais definidos para o período de 2026 a 2028, com pesadas taxas para o excedente. “Para 2026, o Brasil possui uma cota de 1,10 milhão toneladas, subindo para 1,12 milhão em 2027 e 1,15 milhão em 2028, lembrando que há uma tarifa adicional de 55% para os valores que excederem a cota de cada ano, o que exige um monitoramento rigoroso do volume embarcado”, afirmou.
Sobre o volume que já está em trânsito, existe uma mobilização diplomática para evitar que essas cargas sejam contabilizadas nas restrições futuras. “Estima-se que existem aproximadamente 300 mil toneladas de proteína chegando aos portos chineses e estão tentando fazer com que esse volume que já havia sido embarcado não entre na cota para 2026, o que seria muito importante porque, se fosse hoje, nós teríamos alcançado o limite já no mês de setembro”.
Apesar das medidas protecionistas da China, o especialista acredita que a competitividade do preço brasileiro deve garantir a continuidade dos negócios. “Nossa diferença, quando vamos dolarizar o preço, mostra que somos mais de 56% mais baratos que os americanos ou mais de 3% mais baratos que os argentinos, e a China, por uma necessidade de segurança alimentar, continuará demandando a nossa carne assim como os Estados Unidos fizeram recentemente”.
Em relação ao mercado global, Rodrigo Costa destacou que a oferta de carne bovina deve ser ainda mais restrita nos próximos meses. “O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aponta que a oferta global de carne bovina será menor em 2026 do que em 2025, e em mercados onde a arroba está acima de US$ 141 (R$ 703,59), enquanto aqui está abaixo de US$ 60 (R$ 299,40), o Brasil continua sendo o melhor parceiro para evitar movimentos inflacionários”.
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O analista da Pine Agronegócios reforçou que a indústria brasileira está focada em diversificar seus destinos para reduzir a dependência de um único comprador. “Enquanto tentamos entender o cenário para a China, o mercado não para; tivemos notícias positivas do Vietnã habilitando novos frigoríficos e estamos na pendência do mercado japonês, que é um excelente pagador e busca carne com alto valor agregado e qualidade premium”.
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