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Best Buy nomeia Jason Bonfig como novo CEO, substituindo Corie Barry no fim de outubro

Publicado 22/04/2026 • 09:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Best Buy informou na quarta-feira que Jason Bonfig, veterano da empresa há 27 anos, sucederá Corie Barry como CEO em 31 de outubro.
  • Barry, que ocupa o cargo desde 2019, liderou a varejista de eletrônicos durante a pandemia de Covid, a alta inflação e as tarifas globais mais elevadas do presidente Donald Trump.
  • A mudança na liderança ocorre enquanto a empresa tenta impulsionar as vendas e aproveitar a inovação impulsionada pela inteligência artificial.

Loja Best Buy, em Nova Iorque.

Unsplash

A Best Buy informou na quarta-feira (22) que o veterano da companhia Jason Bonfig sucederá Corie Barry como CEO da varejista em 31 de outubro, assumindo o cargo enquanto a empresa tenta interromper um período de vendas estagnadas.

Bonfig, de 49 anos, é diretor de cliente, produto e operações de atendimento e ascendeu na empresa após ingressar como analista de estoque em 1999. Ele se tornará o sexto CEO da Best Buy e passará a integrar o conselho da companhia.

Barry permanecerá como consultora estratégica por seis meses após deixar o cargo, informou a empresa em comunicado.

A mudança na liderança ocorre enquanto a Best Buy tenta retomar um crescimento relevante nas vendas e aproveitar uma nova onda de celulares e laptops com inteligência artificial. As vendas da empresa ficaram abaixo do esperado nos últimos quatro anos, o que a companhia atribui a um mercado imobiliário mais lento, consumidores americanos mais sensíveis a preços e menor inovação tecnológica.

Leia também: Best Buy corta vendas anuais e projeção de lucro, já que as tarifas aumentam o custo dos eletrônicos

A empresa afirmou que ao menos parte dessas condições deve persistir neste ano fiscal. No início de março, a Best Buy projetou receita entre US$ 41,2 bilhões e US$ 42,1 bilhões, em comparação com US$ 41,69 bilhões no último ano fiscal. O lucro ajustado por ação deve ficar entre US$ 6,30 e US$ 6,60, após ter registrado US$ 6,43 no período anterior.

A companhia disse que as vendas comparáveis — indicador que mede o desempenho de lojas físicas e online abertas há pelo menos 14 meses — devem variar entre queda de 1% e alta de 1%.

No comunicado, David Kenny, presidente do conselho da Best Buy, descreveu Bonfig como “o líder certo para acelerar os negócios, com urgência e ideias inovadoras, e gerar crescimento significativo para a empresa e seus acionistas”.

Em sua função atual, Bonfig supervisiona diversos aspectos do negócio da Best Buy, incluindo merchandising, marketing, cadeia de suprimentos, e-commerce e a operação de publicidade da empresa, a Best Buy Ads. Ele ajudou a lançar o marketplace de terceiros da companhia nos Estados Unidos em agosto, uma das estratégias para aumentar vendas e lucros.

Barry, de 51 anos, deixará o cargo após quase sete anos à frente da empresa. Ela se tornou a primeira mulher a liderar a Best Buy ao assumir a função em junho de 2019. Durante sua gestão, enfrentou um período de rápidas mudanças e picos de demanda — incluindo a corrida por monitores de computador e eletrodomésticos durante a pandemia — além de problemas na cadeia de suprimentos, inflação elevada e o aumento das tarifas globais promovido por Donald Trump.

Kenny afirmou que Barry “conduziu a Best Buy com firmeza e confiança, e um compromisso incansável em gerar valor para funcionários, clientes, parceiros e acionistas, mesmo em alguns dos períodos mais turbulentos e incertos que já vivemos”.

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As ações da Best Buy também refletiram essa volatilidade. No dia em que Barry assumiu como CEO, os papéis valiam US$ 65,52, mas atingiram um recorde de fechamento de US$ 138 em 22 de novembro de 2021.

Na terça-feira, as ações fecharam a US$ 66,59, levando o valor de mercado da empresa a US$ 13,93 bilhões. Até esse fechamento, os papéis acumulavam alta de cerca de 7% nos últimos 12 meses e queda de aproximadamente 0,5% no ano. Em comparação, o S&P 500 avançou cerca de 37% e 3%, respectivamente, nos mesmos períodos.

A Best Buy enfrenta certo ceticismo entre investidores. No início do mês, o Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações da empresa de compra para venda.

Em relatório, a analista de varejo Kate McShane afirmou que a empresa pode ter um impulso no primeiro trimestre com restituições de impostos mais altas, incentivando a compra de novos dispositivos. Ainda assim, ela espera pressão sobre vendas e margens ao longo do restante do ano, já que o aumento no custo de memória encarece computadores e laptops, levando consumidores a optar por modelos mais baratos.

Além disso, segundo a analista, as vendas de eletrodomésticos e outros eletrônicos da Best Buy têm ficado atrás, mesmo enquanto concorrentes como Home Depot e Lowe’s apresentam tendências de vendas mais fortes.

Leia mais: Best Buy lança marketplace de terceiros enquanto busca impulsionar vendas

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