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Best Buy nomeia Jason Bonfig como novo CEO, substituindo Corie Barry no fim de outubro
Publicado 22/04/2026 • 09:55 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 22/04/2026 • 09:55 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Loja Best Buy, em Nova Iorque.
Unsplash
A Best Buy informou na quarta-feira (22) que o veterano da companhia Jason Bonfig sucederá Corie Barry como CEO da varejista em 31 de outubro, assumindo o cargo enquanto a empresa tenta interromper um período de vendas estagnadas.
Bonfig, de 49 anos, é diretor de cliente, produto e operações de atendimento e ascendeu na empresa após ingressar como analista de estoque em 1999. Ele se tornará o sexto CEO da Best Buy e passará a integrar o conselho da companhia.
Barry permanecerá como consultora estratégica por seis meses após deixar o cargo, informou a empresa em comunicado.
A mudança na liderança ocorre enquanto a Best Buy tenta retomar um crescimento relevante nas vendas e aproveitar uma nova onda de celulares e laptops com inteligência artificial. As vendas da empresa ficaram abaixo do esperado nos últimos quatro anos, o que a companhia atribui a um mercado imobiliário mais lento, consumidores americanos mais sensíveis a preços e menor inovação tecnológica.
Leia também: Best Buy corta vendas anuais e projeção de lucro, já que as tarifas aumentam o custo dos eletrônicos
A empresa afirmou que ao menos parte dessas condições deve persistir neste ano fiscal. No início de março, a Best Buy projetou receita entre US$ 41,2 bilhões e US$ 42,1 bilhões, em comparação com US$ 41,69 bilhões no último ano fiscal. O lucro ajustado por ação deve ficar entre US$ 6,30 e US$ 6,60, após ter registrado US$ 6,43 no período anterior.
A companhia disse que as vendas comparáveis — indicador que mede o desempenho de lojas físicas e online abertas há pelo menos 14 meses — devem variar entre queda de 1% e alta de 1%.
No comunicado, David Kenny, presidente do conselho da Best Buy, descreveu Bonfig como “o líder certo para acelerar os negócios, com urgência e ideias inovadoras, e gerar crescimento significativo para a empresa e seus acionistas”.
Em sua função atual, Bonfig supervisiona diversos aspectos do negócio da Best Buy, incluindo merchandising, marketing, cadeia de suprimentos, e-commerce e a operação de publicidade da empresa, a Best Buy Ads. Ele ajudou a lançar o marketplace de terceiros da companhia nos Estados Unidos em agosto, uma das estratégias para aumentar vendas e lucros.
Barry, de 51 anos, deixará o cargo após quase sete anos à frente da empresa. Ela se tornou a primeira mulher a liderar a Best Buy ao assumir a função em junho de 2019. Durante sua gestão, enfrentou um período de rápidas mudanças e picos de demanda — incluindo a corrida por monitores de computador e eletrodomésticos durante a pandemia — além de problemas na cadeia de suprimentos, inflação elevada e o aumento das tarifas globais promovido por Donald Trump.
Kenny afirmou que Barry “conduziu a Best Buy com firmeza e confiança, e um compromisso incansável em gerar valor para funcionários, clientes, parceiros e acionistas, mesmo em alguns dos períodos mais turbulentos e incertos que já vivemos”.
Leia também: Varejistas sofrem com tarifas mesmo após trégua de Trump, diz JPMorgan
As ações da Best Buy também refletiram essa volatilidade. No dia em que Barry assumiu como CEO, os papéis valiam US$ 65,52, mas atingiram um recorde de fechamento de US$ 138 em 22 de novembro de 2021.
Na terça-feira, as ações fecharam a US$ 66,59, levando o valor de mercado da empresa a US$ 13,93 bilhões. Até esse fechamento, os papéis acumulavam alta de cerca de 7% nos últimos 12 meses e queda de aproximadamente 0,5% no ano. Em comparação, o S&P 500 avançou cerca de 37% e 3%, respectivamente, nos mesmos períodos.
A Best Buy enfrenta certo ceticismo entre investidores. No início do mês, o Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações da empresa de compra para venda.
Em relatório, a analista de varejo Kate McShane afirmou que a empresa pode ter um impulso no primeiro trimestre com restituições de impostos mais altas, incentivando a compra de novos dispositivos. Ainda assim, ela espera pressão sobre vendas e margens ao longo do restante do ano, já que o aumento no custo de memória encarece computadores e laptops, levando consumidores a optar por modelos mais baratos.
Além disso, segundo a analista, as vendas de eletrodomésticos e outros eletrônicos da Best Buy têm ficado atrás, mesmo enquanto concorrentes como Home Depot e Lowe’s apresentam tendências de vendas mais fortes.
Leia mais: Best Buy lança marketplace de terceiros enquanto busca impulsionar vendas
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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