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Por André Amadeus
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Publicado 22/04/2026 • 09:36 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Crise da Raízen: veja a linha do tempo completa e entenda o que aconteceu
A Raízen, empresa brasileira do ramo de energia, segue no centro das negociações com os credores após iniciar um processo de reestruturação financeira. Entre o processo, bancos e detentores de títulos da companhia discutem propostas que envolvem mudanças na gestão. Venda de ativos e novas injeções de capital também fazem parte da tentativa de aliviar os cofres da empresa.
A joint venture entre Shell e Cosan entrou com um pedido de recuperação extrajudicial no início de 2026. A movimentação da empresa permite que ela negocie diretamente com os credores sem intervenção judicial. Apesar disso, a companhia ainda passa por impasses sobre valores envolvendo os repasses e novas investidas.
Leia também: O que pode acontecer com a Raízen após as negociações?
Credores bancários apresentaram uma nova proposta de reestruturação à Raízen. Um dos principais pontos prevê que 30% da receita obtida com a venda de ativos na Argentina sejam destinados a uma parcela da dívida. As informações são do Valor Econômico.
A medida busca reduzir o endividamento da companhia por meio da implementação de ativos internacionais, reforçando o caixa e melhorando a estrutura financeira atual da companhia.
Como citado, apesar do plano de recuperação extrajudicial permitir a negociação diretamente com os credores, o que pode oferecer um tempo maior à empresa, no caso da Raízen, os próprios credores não estão satisfeitos com a gestão atual da companhia.
Os bancos credores solicitam a substituição de Rubens Ometto da presidência da Raízen, reforçando uma solicitação que já havia sido feita anteriormente por detentores de títulos. Além disso, a mudança na liderança é vista como parte do processo de reestruturação e tentativa de recuperação da companhia.
Os novos valores envolvendo a Raízen também estão entre os pontos centrais da negociação. Enquanto os bancos apresentam uma proposta, sem informações de valores, os detentores de títulos da empresa defendem uma solução maior. De acordo com a reportagem, esse grupo propôs uma injeção de R$ 8 bilhões na companhia.
Além disso, os bondholders (pessoas ou entidades que possuem títulos de dívidas) também solicitam uma maior participação na gestão, além de mudanças estruturais imediatas.
Em meio às negociações, a Shell, uma das donas da empresa brasileira, concordou em aportar R$ 3,5 bilhões à Raízen como parte do plano de reestruturação. Já Rubens Ometto, fundador da Cosan, ofereceu um investimento adicional de R$ 500 milhões.
Esses aportes fazem parte de uma tentativa de fortalecer o caixa da empresa e avançar nas negociações com credores.
Leia também: Raízen: 5 pontos para entender a negociação com credores
Entre as propostas apresentadas, os credores pedem até 70% das ações ordinárias da Raízen. Em outra frente, tanto bancos quanto detentores de títulos discutem a possibilidade de alcançar até 90% de participação, em troca de cerca de 45% da dívida.
As condições mostram o nível de pressão enfrentado pela companhia e a busca por soluções que envolvem a diluição significativa de ações da empresa. De forma geral, a dívida de R$ 65 milhões da Raízen, a pressão interna entre credores bancários e donos de títulos da empresa, segue pressionando a companhia em meio a uma tentativa de reestruturação.
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC entrou em contato com a empresa para comentar as informações, mas, até o momento da publicação da reportagem, não obteve retorno.
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