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Ações da Moncler caem apesar de resultados acima do esperado e menor impacto no Oriente Médio

Publicado 22/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As vendas da Moncler no primeiro trimestre superaram as expectativas no fim da terça-feira.
  • Ainda assim, as ações caíram na quarta-feira, com um analista apontando a possibilidade de realização de lucros após a surpresa positiva com os resultados.
  • O desempenho da italiana Moncler contrastou fortemente com o de concorrentes franceses como LVMH, Kering e Hermès, que enfrentaram impacto negativo maior em razão do conflito no Oriente Médio.

Windmemories via Wikimedia

Fachada da Moncler

As ações da Moncler registraram queda nesta quarta-feira (22), apesar de a companhia ter divulgado, na terça, resultados trimestrais acima das expectativas de lucro.

O desempenho superior veio na esteira de uma série de balanços abaixo do esperado apresentados por grupos europeus de luxo na semana passada.

LVMH, Kering e Hermès frustraram investidores ao reportarem resultados aquém das projeções, impactados por vendas mais fracas no Oriente Médio em meio ao conflito na região, que já entra em sua sétima semana.

A Moncler, por sua vez, sentiu impacto menor da guerra no Irã e apresentou desempenho sólido na Ásia. A empresa alertou, no entanto, que o ritmo de crescimento começou a perder força em março. As ações chegaram a cair até 3% nas negociações da manhã, mas reduziram as perdas posteriormente, passando a recuar 1% às 8h56 no horário de Londres (3h56 no horário da Costa Leste dos EUA).

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O analista Luca Solca, do Bernstein, afirmou que a companhia “superou” as expectativas no trimestre, mas acrescentou que a iminente “calmaria sazonal” pode levar investidores a realizar lucros após a alta das ações motivada pela surpresa positiva.

Nos últimos anos, diversas empresas de luxo viram seus negócios enfraquecerem após um boom de demanda durante a pandemia de Covid-19, que resultou em aumentos de preços e afastou consumidores. A demanda chinesa, anteriormente um dos principais motores de crescimento do setor, também perdeu força.

As vendas do grupo Moncler no primeiro trimestre somaram 881 milhões de euros (US$ 1,04 bilhão) a câmbio constante, acima dos 827 milhões de euros projetados por analistas ouvidos pela FactSet.

As vendas na Ásia, que representam cerca de metade da receita do grupo, cresceram 22% na comparação anual, enquanto as Américas avançaram 7% no trimestre.

Analistas do Jefferies destacaram a “força notável” na China, com crescimento de dois dígitos, e elevaram o preço-alvo das ações de 54 para 60 euros.

Já as vendas na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) recuaram 1% em relação ao ano anterior, “penalizadas por tendências de turismo relativamente fracas para a região e por desempenho online fraco”, informou a Moncler.

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Com valor de mercado de 16 bilhões de euros, a empresa, conhecida por suas peças de alto padrão para o inverno, vem conduzindo uma estratégia para expandir a marca além de sua herança ligada ao inverno, transformando-a em uma grife de luxo para todas as estações.

“Resta saber quanto desse desempenho [de vendas na China] foi impulsionado pelos ‘100 dias de ativações’ da Moncler”, observou Carole Madjo, analista do Barclays.

Segundo ela, consumidores chineses reagiram de forma significativa ao grande número de ativações da marca no trimestre, como eventos em Aspen e iniciativas ligadas aos Jogos Olímpicos de Inverno. “Isso gerou uma melhora relevante no mix de produtos, à medida que consumidores chineses optaram por jaquetas mais pesadas das coleções Edit e Grenoble.”

“Se os consumidores continuarão a manter a Moncler em mente durante os meses mais quentes segue sendo o principal desafio da marca.”

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