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Tensões no Oriente Médio elevam volatilidade global
Publicado 22/04/2026 • 18:25 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 22/04/2026 • 18:25 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a captura de porta-contêineres americanos pelo Irã, elevou a volatilidade global e exige que o investidor foque prioritariamente na gestão de risco, disse Hulisses Dias, mestre em finanças, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o cenário econômico brasileiro sofre impactos diretos devido à pressão nos preços das commodities: “A perspectiva de inflação mudou; antes era controlada e em queda, mas agora, com a pressão do petróleo e dos alimentos, vemos essa inflação mais alta. A consequência é que o Banco Central brasileiro, que antes buscava cortar juros, agora já pensa em manutenção ou até em aumento”.
A deterioração da economia americana também foi ponto central da análise de Hulisses Dias, que quantificou o impacto financeiro do conflito para Washington. “O custo dessa guerra é muito alto para os Estados Unidos, falando de aproximadamente US$ 2 bilhões (R$ 9,96 bilhões) por dia. Quanto mais tempo os iranianos perseguirem uma resistência, mais eles serão considerados vencedores nesse conflito, gerando um desgaste gradual aos americanos”, afirmou.
Sobre o desempenho do Ibovespa, o especialista acredita que, apesar do patamar histórico elevado, o mercado deve enfrentar um período de instabilidade técnica. “Acredito que estamos surfando uma tendência de alta, mas, no curto prazo de duas semanas, os preços mostram uma correção lateral ou queda aguda que pode durar até meados de junho. Teremos alta volatilidade até que as eleições estejam melhor definidas”, explicou.
Para o pequeno investidor, a recomendação é manter a estratégia de longo prazo, utilizando ferramentas de proteção para mitigar perdas imediatas. “Quem pensa em 10 ou 15 anos deve continuar comprando periodicamente ações brasileiras de dividendos e americanas de qualidade. Já quem se preocupa com o curto prazo precisa aprender a usar o mercado de opções para ganhar grande, perder pequeno e controlar a exposição”.
Por fim, ao analisar a disputa hegemônica global, o mestre em finanças pontuou que o Brasil pode se beneficiar do embate entre China e Estados Unidos por recursos. “O Brasil tende a ser o maior vencedor dessa disputa porque a China tem presença forte aqui, e os americanos não querem nos deixar ser totalmente dominados pelos chineses. Eles buscam garantir recursos energéticos para continuar brigando na fronteira tecnológica da inteligência artificial”.
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