Google e Meta criticam regulamentação de IA na Europa; entenda o porquê
Publicado sex, 21 fev 2025 • 9:02 AM GMT-0300 | Atualizado há 5 dias
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Publicado sex, 21 fev 2025 • 9:02 AM GMT-0300 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Tarifas de Trump podem impactar empresas de tecnologia.
Pixabay.
Executivos das gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, Google e Meta, afirmaram que a indústria de inteligência artificial (IA) da Europa está sendo prejudicada por uma regulamentação excessiva, acrescentando-se à retórica da administração de Donald Trump de que as regras rigorosas da região estão sufocando a inovação.
Falando na conferência de tecnologia Techarena em Estocolmo, Suécia, os chefes de políticas públicas tanto do Google quanto da Meta usaram o palco como plataforma para expressar suas preocupações sobre a abordagem rígida do bloco para regular tecnologias como IA e aprendizado de máquina.
“Acho que agora há um consenso amplo de que a regulamentação europeia sobre tecnologia tem seus problemas, e às vezes é muito fragmentada, como o GDPR [Regulamento Geral de Proteção de Dados], às vezes vai longe demais, como a Lei de IA”, disse Chris Yiu, diretor de políticas públicas da Meta, a uma plateia de fundadores de tecnologia e investidores na Techarena, na última quinta-feira (21).
“Mas o resultado líquido de tudo isso é que os produtos são atrasados ou enfraquecidos, e os cidadãos e consumidores europeus sofrem”, acrescentou.
Yiu retirou um par de óculos recentemente lançados pela Meta, com a marca Ray-Ban, que usam IA para traduzir fala de um idioma para outro ou descrever imagens para deficientes visuais.
“Esta é uma aplicação profunda e muito humana da tecnologia, e está demorando para chegar à Europa devido aos problemas que temos com a regulamentação”, disse Yiu.
A Meta começou a lançar recursos de IA para seus óculos Ray-Ban Meta em alguns países europeus em novembro, após um atraso que a empresa alegou ter sido causado pela necessidade de atender às exigências do “complexo sistema regulatório” da Europa.
A Meta já havia expressado preocupações sobre sua capacidade de cumprir com a Lei de Inteligência Artificial, uma legislação inovadora da UE que estabelece um quadro jurídico e regulatório para a tecnologia, destacando que a “implementação imprevisível” era uma questão central.
A empresa também afirmou que o GDPR — o framework de privacidade de dados da UE, introduzido em 2018 — atrasou o lançamento dos seus óculos em países da UE devido a questões envolvendo o uso de dados de usuários do Instagram e do Facebook para treinar seus modelos de IA.
Dorothy Chou, chefe de políticas públicas da Google DeepMind, disse que um problema-chave com a abordagem da Europa para regular a tecnologia de inteligência artificial é que a Lei de IA foi elaborada antes do lançamento do ChatGPT.
A Lei de IA foi introduzida pela Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, em abril de 2021. A OpenAI lançou o ChatGPT em novembro de 2022.
“Há uma maneira de usar políticas para criar um ambiente de investimentos melhor quando feito de forma que promova os negócios”, disse Chou, referindo-se à Lei de Redução da Inflação dos EUA como um exemplo de política que trouxe benefícios, como subsídios para veículos elétricos.
“Acho que o que é difícil é quando você regula em um ritmo que não corresponde à tecnologia”, acrescentou Chou. “Acho que o que precisamos fazer é regular para garantir que a tecnologia seja aplicada de forma responsável, ao mesmo tempo, em que garantimos que a indústria prospere de todas as maneiras certas.”
Grandes empresas de tecnologia intensificam a pressão De forma geral, as grandes empresas de tecnologia têm intensificado sua retórica contra a abordagem da UE para regulamentação de tecnologia e aumentado seus esforços de lobby para suavizar aspectos da Lei de IA.
Kent Walker, presidente de assuntos globais da Google, disse ao Politico no mês passado que o código de práticas da UE para modelos de IA de propósito geral (GPAI) — que se refere a sistemas como os modelos de linguagem de grande porte (LLMs) da OpenAI — era um “passo na direção errada.”
O Escritório de IA da UE, um órgão recém-criado que supervisiona modelos sob a Lei de IA, publicou um segundo rascunho do código de práticas para sistemas GPAI em dezembro.
No início deste mês, Joel Kaplan, recentemente nomeado Diretor de Assuntos Globais da Meta, sugeriu em uma entrevista transmitida ao vivo em um evento em Bruxelas que a gigante da tecnologia não assinaria o código em sua forma atual.
As regras, disse ele, vão “além dos requisitos” da Lei de IA e impõem “exigências inviáveis e tecnicamente impossíveis.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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