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Conservadores teriam vencido eleição na Alemanha, enquanto extrema-direita sobe para segundo lugar, segundo boca de urna
Publicado 23/02/2025 • 14:54 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/02/2025 • 14:54 | Atualizado há 1 ano
Friedrich Merz.
RALF HIRSCHBERGER / AFP
A União Democrata-Cristã (CDU) e seu partido aliado, a União Social-Cristã (CSU), garantiram a maior fatia dos votos na eleição federal alemã deste domingo, de acordo com pesquisas de boca de urna da emissora alemã ZDF.
Isso coloca o principal candidato do partido, Friedrich Merz, em posição privilegiada para substituir Olaf Scholz como chanceler da maior economia da Europa.
A extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em segundo lugar com 20% dos votos, segundo os dados da pesquisa.
A CDU-CSU obteve 28,5% dos votos, enquanto o Partido Social-Democrata (SPD), de Scholz, ficou em terceiro lugar com 16,5%, conforme apontam os dados da ZDF.
Nas semanas que antecederam a eleição, a CDU e sua sigla irmã, CSU, lideravam as pesquisas, mas viram uma leve queda no apoio pouco antes da votação. A AfD já vinha aparecendo consistentemente em segundo lugar, seguida pelo SPD.
Esse resultado representa uma queda no apoio ao SPD, que havia conquistado a primeira posição nas eleições de 2021, seguido pela CDU/CSU. Naquele pleito, a AfD ficou apenas em quarto lugar.
Os eleitores alemães depositaram dois votos neste domingo: um para eleger diretamente um parlamentar que representará seu distrito e outro para a lista partidária. Esse segundo voto define a composição proporcional do Bundestag, o parlamento alemão, garantindo a representação dos partidos em Berlim.
Para conquistar cadeiras no parlamento, os partidos precisam atingir pelo menos 5% dos votos. Os partidos menores, que costumam ficar em torno desse percentual, frequentemente desempenham um papel decisivo na formação de coalizões após a eleição.
Um dos focos centrais desta eleição foi o desempenho dos partidos menores, pois isso pode influenciar tanto a formação de coalizões quanto a capacidade do novo governo de reformar regras constitucionais, como as de gastos e endividamento. Para realizar tais mudanças, seria necessária uma maioria de dois terços.
Os observadores também acompanharam de perto o avanço da extrema-direita AfD, em meio a uma guinada política à direita em diversos países ocidentais.
A eleição ocorreu em um momento turbulento para a Alemanha, tanto política quanto economicamente.
Este pleito foi apenas a quarta eleição antecipada na história do país e aconteceu após o colapso da coalizão governista anterior, composta pelo SPD, pelo Partido Verde e pelo Partido Democrático Liberal (FDP), no final do ano passado – um evento raro na política alemã. Desentendimentos profundos e de longa data sobre políticas econômicas, fiscais e orçamentárias levaram à dissolução do governo.
Essas questões também estarão no centro das negociações para a formação da nova coalizão e do futuro governo, especialmente diante da fragilidade da economia alemã, que encolheu em 2023 e 2024. Outros desafios incluem a forte dependência das exportações, a crise no setor imobiliário e as dificuldades enfrentadas pela indústria automotiva.
O novo governo também terá que lidar com um intenso debate interno sobre migração, o crescimento da extrema-direita e as crescentes tensões entre a Europa e os Estados Unidos, à medida que o presidente Donald Trump avança com suas políticas comerciais e sua abordagem para a guerra na Ucrânia em seu segundo mandato.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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