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BB denuncia vídeo de Eduardo Bolsonaro por fake news e pede ação da AGU contra corrida bancária
Publicado 24/08/2025 • 14:08 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 24/08/2025 • 14:08 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Imagem de uma agência do Banco do Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
O Banco do Brasil denunciou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma série de postagens feitas na última semana nas redes sociais com informações falsas sobre a instituição e incitando a retirada maciça de recursos por correntistas.
Leia mais:
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Segundo ofício encaminhado pelo banco, os ataques nas redes sociais começaram na última terça-feira (19). Entre eles, há um vídeo feito por Eduardo Bolsonaro no dia 20, em que o deputado federal afirma que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. Eduardo tem mais de 1,7 milhão de seguidores em seu canal no YouTube.
O Estadão/Broadcast procurou o deputado, mas ainda não obteve resposta.
A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reclamou publicamente desse movimento em evento no dia 20, sem citar nomes.
O BB denunciou outros autores, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, por postagens consideradas difamatórias e contrárias à soberania nacional.
Na comunicação à AGU, os advogados alertam que esses ataques podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, contra a soberania nacional, contra o Sistema Financeiro Nacional, além de representar violação de sigilo bancário e difamação. Por isso, o BB pede que a AGU avalie uma ação na Justiça para coibir a disseminação desse tipo de informação.
As postagens mencionadas foram feitas no X, no Instagram e no Threads, além de vídeos no YouTube.
“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o BB, no mesmo ofício.
A informação de que o BB havia comunicado a AGU sobre as postagens foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast.
No documento, o Banco do Brasil (BB) relata à AGU que a campanha pode levar a uma corrida bancária contra a instituição, em razão de interpretações falsas sobre a aplicação da Lei Magnitsky e suas consequências para o banco.
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Siga o Times | CNBCNa semana passada, o BB cancelou o cartão internacional do ministro Alexandre de Moraes, de bandeira Mastercard, como consequência da medida restritiva decretada por Donald Trump. No lugar, ele recebeu um cartão da Elo, bandeira brasileira cujos acionistas são o próprio BB, além da Caixa e do Bradesco.
“O cenário de risco é que, do dia para a noite, e cada vez mais, surgem especialistas em Lei Magnitsky, formados em redes sociais, que recomendam a retirada de recursos de bancos brasileiros, especialmente do Banco do Brasil, controlado pelo Estado brasileiro”, afirma o BB. “Esse raciocínio enviesado, que pode fomentar uma corrida de clientes para retirada de recursos de instituições financeiras brasileiras, sem qualquer conhecimento de causa, gera tensão em seus clientes e risco à economia nacional.”
O banco relatou que, em razão da campanha, clientes começaram a pedir esclarecimentos pelo temor de “sanções secundárias falsamente propagadas”.
Neste sábado (23), os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram essa campanha nas redes sociais a bolsonaristas.
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