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Apostando em IA, investidores batem recorde de compras de ações em Hong Kong
Publicado 11/03/2025 • 09:22 | Atualizado há 1 ano
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KEY POINTS
No acumulado do ano, os papéis da chinesa também permanecem no azul
Pixabay
PEQUIM — Investidores da China continental estão comprando ações no mercado de Hong Kong em volumes recordes, à medida que o índice Hang Seng, focado em tecnologia, opera próximo às máximas de três anos.
As compras líquidas de ações de Hong Kong por investidores da China continental atingiram um recorde de 29,62 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 3,81 bilhões) na última segunda-feira (10), segundo o banco de dados da Wind Information.
Esse foi o maior volume registrado desde o lançamento do programa “connect” da Bolsa de Hong Kong, que permite aos investidores do continente acesso facilitado a uma seleção de ações negociadas no exterior.
O Shanghai Connect foi lançado em novembro de 2014, enquanto o Shenzhen Connect começou em dezembro de 2016.
Na manhã desta terça-feira (11), o índice Hang Seng operava em queda de cerca de 0,7%, após uma forte liquidação das ações nos Estados Unidos, impulsionada por preocupações sobre o impacto das tarifas no crescimento global.
As compras líquidas via Shanghai Connect chegaram a quase 18 bilhões de dólares de Hong Kong na segunda-feira, enquanto aquelas via Shenzhen Connect atingiram 11,63 bilhões de dólares de Hong Kong, segundo os dados.
As ações negociadas em Hong Kong da Alibaba e da Tencent, ambas não disponíveis nas bolsas da China continental, registraram as maiores compras líquidas, segundo o Wind Information.
Na semana passada, o governo chinês reforçou sua posição pró-crescimento ao destacar planos para apoiar a inovação tecnológica no setor privado e aumentar seu déficit fiscal para 4% do PIB, um nível raro, incluindo um programa ampliado de subsídios ao consumo.
A equipe de estratégia macroeconômica global do Citi elevou sua avaliação sobre as ações chinesas na segunda, especificamente para o índice Hang Seng China Enterprises, mudando a recomendação para “acima da média”, enquanto reduziu sua avaliação para o mercado dos EUA para “neutro”.
“Um dos principais motivos pelos quais não estávamos focados nas ações chinesas era o risco de tarifas”, disseram os analistas.
“Abstraindo essa questão, acreditamos que o caso para as ações de tecnologia chinesas é claro. A DeepSeek provou que a tecnologia da China está na fronteira tecnológica ocidental (ou até além), apesar dos controles de exportação. Isso foi seguido pelo lançamento do Hunyuan, gerador de vídeos por IA da Tencent, e do QwQ-32B da Alibaba”, acrescentaram.
Investidores institucionais chineses e estrangeiros começaram a retornar ao mercado acionário chinês depois que Pequim anunciou medidas de estímulo mais contundentes no final de setembro.
O setor de tecnologia recebeu outro impulso depois que o novo modelo da DeepSeek, lançado no final de janeiro, provocou uma liquidação global de ações tecnológicas.
Como há mais empresas de tecnologia negociadas em Hong Kong do que na China continental, o mercado de Hong Kong se tornou um destino atraente para os investidores.
Manishi Raychaudhuri, CEO da Emmer Capital Partners, afirmou que os investidores poderão em breve voltar a aplicar recursos nos mercados emergentes, especialmente na Ásia, assim que as ações globais saírem da atual fase negativa.
“Eu diria que, em grande parte, ainda seria a Grande China, ou seja, principalmente Hong Kong e China. As ações estão baratas e subestimadas”, disse Raychaudhuri à CNBC no programa “Street Signs Asia” na terça-feira.
“Vimos algum nível de estímulo ao consumo por parte dos formuladores de políticas desde janeiro. Ainda não é na medida que o mercado gostaria, mas já representa uma mudança em relação à tendência dos últimos anos”, acrescentou.
“No topo da minha lista, ainda estão Hong Kong e China, especialmente as ações de internet, as grandes plataformas digitais e também algumas empresas ligadas ao consumo, como as do setor de roupas esportivas, restaurantes e turismo”, concluiu Raychaudhuri.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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